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O marketplace do Grupo Casas Bahia não para de crescer – e com rentabilidade.
Somente no terceiro trimestre, o canal 3P da Casas Bahia registrou crescimento de 17,7% no volume bruto de mercadorias, totalizando R$1,8 bilhão.
Detalhe: o desempenho superou a média do ecommerce total da empresa, que avançou 12,7% no período e atingiu R$ 4,3 bilhões.
Mais do que volume, os números revelam uma operação cada vez mais eficiente e alinhada ao negócio central da varejista, segundo o CEO Renato Franklin.
A receita do marketplace cresceu 19%, chegando a R$ 240 milhões no trimestre, fruto do crescimento de vendas e do take rate, principalmente em serviços de crédito, logística e demais serviços.
O CEO explica que em vez de perseguir a variedade de produtos a qualquer custo, a Casas Bahia mantém o foco estratégico: mais de 95% do volume transacionado no 3P está concentrado em categorias onde a marca já é reconhecida e atrai tráfego qualificado.
A lógica é simples e eficaz: o cliente que busca um eletrodoméstico ou móvel no site da Casas Bahia encontra não apenas o produto da própria varejista, mas também opções complementares oferecidas por parceiros.
Segundo Franklin, essa sinergia entre estoque próprio e marketplace gera conversão mais alta e custos de aquisição menores. Atualmente, a plataforma conta com mais de 174 mil lojistas habilitados.
Além disso, a Casas Bahia trabalha como um dos seus diferenciais no ambiente digital a capacidade de oferecer crédito próprio – ferramenta que historicamente fez o sucesso da rede nas lojas físicas, desde a época do carnê.
No marketplace, o crediário digital já responde por 9% das vendas, com R$ 212 milhões em novas concessões apenas no terceiro trimestre.
Esse instrumento permite que a empresa atinja mais de 4.600 municípios sem presença física, cobrindo 94% do território nacional.
Para o CEO, ter uma solução de parcelamento integrada representa um facilitador de vendas relevante, especialmente para vendedores terceiros. E, para a Casas Bahia, isso representa uma fonte adicional de receita financeira.
“O crescimento do digital está sustentado por investimentos consistentes,” disse o CEO.
No terceiro trimestre, o Grupo Casas Bahia destinou mais de 60% de seus investimentos, que somaram R$ 96 milhões, para projetos de tecnologia e logística voltados à digitalização e à experiência do cliente.
Os resultados sugerem que essa alocação de recursos está gerando retorno.
Mesmo com o crescimento acelerado do comércio eletrônico, que tende a pressionar os custos, o grupo conseguiu reduzir as despesas de vendas em 4,9% no trimestre.
Já a margem EBITDA atingiu 8,5%, o maior patamar em 30 meses, sinal de que a empresa está ganhando eficiência operacional.
Nos primeiros nove meses de 2025, o marketplace adicionou R$ 746 milhões ao volume total de vendas online. O ritmo de expansão coloca o canal como um complemento relevante à operação própria da varejista, tanto no ambiente físico quanto no digital.
Para o mercado, os números demonstram que a Casas Bahia está construindo um ecossistema digital robusto, com alavancagem operacional crescente e capacidade de gerar resultados consistentes.
Segundo Franklin, a infraestrutura digital aprimorada também estará à disposição dos consumidores nas próximas semanas.
“O saldão de fim de ano e a liquidação Super Fantástica de janeiro são oportunidades para que os clientes encontrem ofertas, tanto nos produtos próprios da Casas Bahia quanto nas milhares de opções disponibilizadas pelos vendedores parceiros na plataforma,” disse o CEO.






