Assista aqui ao episódio completo do McKinsey Talks sobre as características essenciais à liderança dos novos tempos.

As circunstâncias desafiadoras que CEOs precisam navegar hoje cobram um alto preço: a permanência média na posição nas 500 maiores empresas americanas, por exemplo, é a menor da história. Sob forte pressão, esses líderes percebem uma mudança de eixo fundamental: do “CEO imperial”, que tudo sabe, para uma liderança mais humana, com habilidades menos tangíveis bem desenvolvidas.

Esse é o grande tema do livro The Journey of Leadership, em que Ramesh Srinivasan e outros três sócios da McKinsey consolidam aprendizados e reflexões de mais de uma década de aconselhamento de CEOs nos programas de liderança da firma. No novo episódio do McKinsey Talks, Ramesh conversa com Fernanda Mayol, sócia da McKinsey e líder da prática de Pessoas, Organização e Performance na América Latina, sobre os caminhos para a excelência hoje.

Confira abaixo alguns trechos da conversa e assista ao episódio completo aqui.

As habilidades necessárias para uma liderança de sucesso, ontem e hoje

Ramesh: Algumas habilidades são atemporais; elas eram importantes há 15 anos, quando começamos o Bower Forum e continuam relevantes hoje. Definir uma visão ambiciosa e incorporar propósito ao trabalho da organização são duas delas. Mas, num mundo de mudanças ainda mais aceleradas do que há 15 anos, com tensões geopolíticas e disrupções causadas pela IA, a ideia de humildade, vulnerabilidade, resiliência e a noção do aprendizado constante cresceram em importância. Tudo está mais complexo; é preciso criar organizações mais adaptáveis e ágeis. Para isso, adotar a aprendizagem destemida, que enfatiza a flexibilidade e incentiva as pessoas a assumir riscos, é essencial. Se algo não sair como o planejado, o importante é aprender com o erro e usá-lo para aprimorar o processo.

CEOs brasileiros e a liderança centrada em elementos humanos

Fernanda: A resiliência é o atributo humano número um dos líderes no Brasil e na América Latina. Além disso, como a região enfrenta o grande desafio de aumentar a produtividade, a dimensão do aprendizado contínuo é essencial: precisamos de pessoas abertas a usar a tecnologia como forma de alavancar a produtividade. Parece um tema muito voltado para desempenho, mas, na verdade, tem um componente humano bem forte. O terceiro elemento conectado com o lado humano é cultura organizacional. Um dado interessante: diferentemente do que acontece no restante do mundo, cultura é um tópico top of mind entre os nossos CEOs. E, para ter uma cultura alinhada com a estratégia, um líder precisa inspirar as pessoas e se importar com elas, outras dimensões humanas importantes.

Geração Z e liderança

Fernanda: Os resultados das nossas pesquisas mostram que a geração Z espera convicção da liderança. Eles querem trabalhar em uma organização que tenha aspirações ousadas e que lhes ofereça oportunidades de desenvolvimento.

Ramesh: Eu acredito demais na cultura do feedback. E, para desenvolver pessoas, tema especialmente relevante para a geração Z, um líder precisa se sentir confortável pedindo feedback, pois, quanto mais faz isso, mais as pessoas se sentem à vontade para fazer também. Dar e pedir feedback é um músculo que toda organização que queira ser ágil e adaptável precisa desenvolver. Além disso, a geração Z tem um senso de propósito mais aguçado e quer devolver para a comunidade. Por isso, ter um propósito e incorporá-lo ao trabalho é bem importante.

Para saber mais, assista ao episódio completo do McKinsey Talks.

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