A maior Big Tech — aliada à maior Big Pharma.
A Nvidia e Eli Lilly vão investir US$ 1 bilhão para construir e operar conjuntamente um novo laboratório que vai usar a inteligência artificial para desenvolver novos remédios.
As empresas vão unir forças e reunir uma equipe multidisciplinar de cientistas e pesquisadores de AI para investigar as áreas “mais complexas na descoberta de medicamentos,” as empresas disseram hoje durante a JP Morgan Health Conference, em São Francisco.
Ainda segundo as empresas, a ambição será a entrega de um projeto pioneiro em robótica e AI física para acelerar a produção de fármacos. As instalações ficarão no Vale do Silício, Califórnia.

Sem detalhar a parcela de cada uma no empreendimento, o comunicado diz que as duas investirão conjuntamente até US$ 1 bilhão em talentos, infraestrutura e poder computacional ao longo de cinco anos.
“A AI está transformando todos os setores, e seu impacto mais profundo será nas ciências da vida,” disse Jensen Huang, o cofundador e CEO da Nvidia.
Segundo a Nvidia, o laboratório possibilitará experimentos assistidos por AI e trabalhará ininterruptamente, sete dias por semana. A arquitetura foi pensada para que a geração de dados e o desenvolvimento de modelos consigam ‘conversar’ e se aprimorar continuamente.
A AI vem sendo apontada como a nova fronteira da pesquisa em biotecnologia, acelerando dramaticamente pesquisas que até pouco tempo atrás levavam décadas de trabalho no laboratório.
A iniciativa da Nvidia com a Lilly se soma a projetos como o da Google DeepMind, que usou a ciência de AI para conceber o revolucionário AlphaFold, uma série de algoritmos usados na descoberta de proteínas e na simulação da interação de moléculas.
A novidade no laboratório da Nvidia com a Lilly promete ser a conjunção do trabalho da AI física nesse processo de pesquisa.
O processamento dos dados e a aplicação dos modelos serão feitos por meio da plataforma BioNeMo, criada pela Nvidia para os laboratórios de pesquisa farmacêutica. A infraestrutura vai rodar em racks da família Vera Rubin – um conjunto de GPUs Rubin e CPUs Vera.
Em outubro, as companhias já haviam anunciado uma parceria para construir o supercomputador mais avançado e potente da indústria farmacêutica, no qual serão usados mais de 1.000 chips de AI. O equipamento, instalado na sede da Lilly, em Indianápolis, entrará em operação no primeiro trimestre do ano.






