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Há uma conversa rotineira entre executivos de marketing, ecommerce e dados: nunca houve tantos dados, ferramentas e tecnologias.
Mas o real problema é que a velocidade de decisão não acompanhou o avanço tecnológico – e muito menos o tamanho do investimento.
O que está faltando?
A resposta da Cadastra é incômoda para o próprio setor em que ela opera: falta exatamente o que está entre as ferramentas.
Segundo Thiago Bacchin, CEO e fundador da Cadastra, uma operação moderna de growth que engloba marketing, CRM, dados e ecommerce roda hoje sobre algo entre 30 e 80 plataformas.
Cada uma delas, isoladamente, é excelente. Mas a questão principal é que a soma delas não compõe um sistema, mas uma espécie de arquipélago – sem nenhuma conexão. Agora, a AI generativa chegou do mesmo jeito.
“A maior parte do custo de operação de marketing não é o custo de fazer, mas o de costurar,” disse Bacchin.
Para ele, esse custo é invisível, pois está pulverizado em centenas de pequenas atividades que cada pessoa faz no seu canto.
“Não é falta de competência de ninguém: é atrito que sobrou porque o sistema está incompleto,” disse o fundador.
A Cadastra quer mudar esse cenário com a AstraOS, uma infraestrutura proprietária de AI criada para conectar dados, ferramentas e agentes dentro da operação dos clientes.
Segundo o CEO, não se trata de um ambiente onde profissionais consultam modelos: é um sistema que integra, em uma única camada, dados de clientes, o conhecimento acumulado da Cadastra e das marcas, agentes especializados por domínio, a orquestração entre eles e a governança de tudo isso.
O programa é liderado pela área de Inovação, sob Adilson Batista, sócio e CIO, com participação direta dos centros de excelência e das áreas operacionais.
“Cada funcionalidade que entra na AstraOS foi desenhada com quem opera aquilo todo dia. Se fosse construída só por engenheiros, ficaria elegante e inútil,” disse Adilson. “E ela não está à venda. Não é um produto: é a forma como a gente trabalha.”
Inteligência proprietária
A construção da AstraOS, no entanto, começou em 2024, quando a Cadastra colocou de pé a Astra, um ambiente interno e seguro que reunia o acesso a múltiplas LLMs – Claude, Gemini, GPT e DeepSeek – com controle de acesso e privacidade.
Segundo Fábio Sayeg, sócio e CRO da Cadastra, a implementação da AstraOS redefiniu o modelo de negócios da companhia, posicionando a empresa em um espaço intermediário entre as consultorias de negócios e as grandes holdings globais de comunicação.
“O nosso modelo de negócio migrou da venda de horas alocadas para a entrega de soluções estratégicas e resultados escaláveis,” disse Sayeg. “Operamos em quatro camadas integradas: times sêniores AI-skilled, agentes personalizados por cliente, plataformas proprietárias e a AstraOS orquestrando a governança. O cliente contrata a eficiência final gerada por essa engrenagem.”
A aplicação prática dessa infraestrutura nas contas fica a cargo de Adriana Campos, sócia e COO do grupo.
“Projetos piloto de AI proliferaram no mercado, mas poucos sobrevivem ao encontrar o dado real e as exigências de governança de uma multinacional,” disse Adriana. “Como uma companhia nativa digital, temos 26 anos de histórico operando dentro de grandes marcas em mais de 12 indústrias. Nós conhecemos a complexidade do terreno.”
Toda a visão de AI da companhia está detalhada no documento Agentic Powerhouse.
O manifesto atualiza as teses do Open Performance, lançado há três anos, partindo da premissa de que a AI otimiza a execução técnica, direcionando o mercado para a entrega de valor real — tornando obsoleto um modelo baseado apenas na venda de horas de equipes alocadas – o chamado FTE.
Na visão da Cadastra, a vantagem passa a estar na velocidade com que uma empresa consegue observar os resultados, tomar uma decisão, executá-la e aprender com ela – um processo que a companhia chama de “ciclo cognitivo”.
Segundo o CEO, nos próximos três anos, duas marcas do mesmo setor – com times similares – vão entregar resultados muito diferentes.
“A variável que melhor vai explicar essa diferença não será o tamanho do orçamento ou da equipe, mas a frequência com que cada uma consegue fechar o ciclo entre observar, decidir e agir,” disse.
Enquanto o ciclo tradicional de uma campanha promocional – do briefing ao relatório de atribuição – consome semanas, a Cadastra estruturou uma operação em que criativo, mídia, jornada e mensuração funcionam de forma orquestrada.
A ideia é que a campanha consiga aprender com os resultados e se ajustar ao longo da execução, reduzindo para dias ou horas processos que tradicionalmente levam semanas.
O histórico da empresa explica a confiança da Cadastra para solucionar esse problema.
A companhia foi a primeira empresa brasileira a tratar search e performance como disciplina de negócio, e não como linha de mídia.
Depois de cinco aquisições que ampliaram sua atuação para as demais etapas da jornada, a empresa atende hoje mais de 250 clientes em nove países – entre eles Unilever, Reckitt, Gerdau, YDUQS, PicPay e Grupo Boticário –, com mais de R$ 2 bilhões em mídia passando pela casa.
A Cadastra também atingiu o grau máximo de maturidade em AI no programa Google AI Assessment. A companhia foi ainda a primeira nativa de performance digital indicada ao Caboré.
“Performance, martech, mídia, dados, ecommerce, CRM e estratégia continuam sendo o nosso core. Com AI, o que muda agora é a fundação sobre a qual entregamos tudo isso. A decisão é a mesma de sempre: entrar cedo, e entrar entregando mais,” disse Bacchin.
Com escritório novo inaugurado há pouco menos de um ano na região de Pinheiros, em São Paulo, a Cadastra vem aumentando os investimentos em tecnologia.
Tomás Trojan, sócio e CFO da Cadastra, diz que até o fim de 2028, os investimentos da companhia em AI vão chegar a R$ 35 milhões.
“A fundação já está consolidada; a fase atual é de ampliação contínua de casos de uso,” disse Trojan.
Desde setembro do ano passado, a companhia opera com uma estrutura de cinco executivos C-level, além do CEO, Thiago Bacchin: Adilson em tecnologia; Adriana na operação; Tomás em finanças; Fábio em negócios e marketing; e Gustavo Bacchin na liderança de pessoas.
Com 700 colaboradores, a mudança tecnológica também impõe uma transformação sobre o perfil dos profissionais da companhia.
“A automação não substitui gente: ela eleva a régua do que se considera trabalho sênior. E aí a empresa tem que elevar a régua do time na mesma velocidade,” disse Gustavo. “Não dá para anunciar uma direção dessas e manter a organização igual.”
A Cadastra é uma empresa de tecnologia que resolve desafios de crescimento através de soluções integradas by design & AI-powered, de marketing, dados e estratégia, com mais de 250 clientes, entre eles Unilever, Reckitt, Gerdau, YDUQS, Vibra, TIM, PicPay e Grupo Boticário. O grupo reúne também as marcas Adtail e Daxgo.
Na foto, da esquerda para a direita: Adriana Campos (COO do grupo e CEO da Adtail), Adilson Batista (sócio e CIO), Thiago Bacchin (CEO e fundador), Tomás Trojan (CFO), Fábio Sayeg (CRO) e Gustavo Bacchin (Chief People Officer).






