“Tenho poucas certezas; gás off-grid é uma delas,” diz CEO da Edge

Em meio à transição energética, o gás natural surge como uma alternativa menos poluente e amplamente disponível no País — mas ainda travada por gargalos de preço e infraestrutura. “A infraestrutura de gás natural no Brasil é muito cara engessada,” disse Demétrio Magalhães, CEO da Edge, em conversa com Adriano Pires no POWER, o videocast de energia do Brazil Journal.

A aposta da Edge, do grupo Compass, é avançar pelo off-grid: levar gás natural liquefeito, a 160 graus negativos, por caminhão a clientes que não estão conectados à rede. “Tenho poucas certezas; que o off-grid vai vingar é uma delas,” diz. O GNL pode substituir óleo combustível, GLP e diesel, mover frotas pesadas e servir ao bunkering, reduzindo emissões no transporte marítimo. 

O executivo também demonstra otimismo com o Redata, diante da perspectiva de fornecer energia térmica off-grid a futuros data centers no País. “Não há um silver bullet. Não adianta falar que o data center no Brasil tem que só ser movido a gás natural,” diz.

A conversa passou ainda pelo biometano. A Edge produz e comercializa o combustível da OneBio, planta em Paulínia com capacidade de 220 mil metros cúbicos por dia. É a maior planta de biometano do País. Para Demétrio, o combustível é complemento do gás — não um competidor. “O biometano tem um papel muito parecido com o etanol para a gasolina ou o biodiesel para o diesel,” diz.

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