Priner quer R$ 220 milhões para crescer em mineração

Priner quer R$ 220 milhões para crescer em mineração

A Priner anunciou um aumento de capital de até R$ 220 milhões, buscando se preparar para uma nova pernada de crescimento no segmento de ‘operações minerárias’, o que mais cresce dentro da companhia. 

O aumento de capital será feito apenas junto à base de acionistas da companhia de serviços industriais e de mineração, que terão o direito de preferência para subscrever as novas ações. 

Caso os acionistas não exerçam a totalidade dos direitos, as sobras serão vendidas no mercado. 

O aumento será de no mínimo R$ 100 milhões (um montante que é atingido com 45% da base subscrevendo), podendo chegar a R$ 220 milhões caso todos os acionistas exerçam seu direito.

Os maiores acionistas da companhia hoje são a Absolute e a Alpha Key, com 14% do capital cada, e a Leblon Equities, um acionista histórico da empresa que tem 8% das ações. 

O CFO Taryn Silvestre disse ao Brazil Journal que a Priner tem crescido muito no segmento de mineração, em que ela opera toda a mina para mineradoras (incluindo a perfuração e o transporte do minério), o que demanda altos investimentos em equipamentos e capital de giro.

Junto com o anúncio do aumento de capital, a companhia anunciou que seu backlog de novos contratos cresceu em R$ 1,8 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão vieram das operações minerárias. O backlog total agora é de R$ 5 bilhões.

Esses novos contratos em operações minerárias são de 5 anos e, portanto, adicionam R$ 300 milhões/ano de receita para a companhia.

“Para esses R$ 1,5 bi já temos o capital necessário, mas temos um pipeline comercial em prospecção nesse segmento de cerca de R$ 20 bilhões. A ideia do aumento de capital é trazer o equity para se preparar para uma nova pernada de crescimento,” disse o executivo.

Para os R$ 1,5 bi de backlog novo, o CFO disse que a Priner precisará investir R$ 250 milhões em capex,  comprando caminhões, escavadeiras e perfuratrizes, e outros R$ 50 milhões em capital de giro.

Se levantar os R$ 220 milhões no aumento de capital, a companhia estaria preparada para atender outros R$ 3 bi de contratos – considerando uma alavancagem de 2x, ou seja, outros R$ 440 mi em dívidas.

Segundo ele, o target de R$ 3 bi em novos contratos é factível considerando a conversão histórica da companhia no segmento. Este ano, por exemplo, 15% do pipeline comercial se converteu em contratos. 

“Se a conversão for um pouco pior, pode ser que não seja exatamente R$ 3 bi, mas também temos outros negócios e podemos sempre olhar para M&As,” disse ele.

A Priner – que nasceu de um spinoff da Mills em 2012 e fez seu IPO em 2020 – entrou no segmento de operações minerárias no ano passado com a aquisição de 60% da Semep.

Hoje, essa vertical já responde por 20% da receita da companhia, que deve girar em torno de R$ 2 bilhões este ano. 

Outros 30% da receita vem de outros serviços relacionados à mineração, como geotecnia e a montagem das fábricas para as mineradoras; enquanto 10% vem de inspeções e 40% de aluguel de andaimes e serviços industriais relacionados aos andaimes.

A Priner vale R$ 1,2 bilhão na Bolsa, com sua ação subindo 37% nos últimos doze meses. Nos últimos cinco dias, o papel disparou quase 13%, seguindo o rali generalizado do mercado.