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Azul Seguros aposta em educação no trânsito e produtos mais acessíveis para ampliar a proteção de motociclistas

Azul Seguros aposta em educação no trânsito e produtos mais acessíveis para ampliar a proteção de motociclistas

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Azul Seguros

Quilômetros de faixas azuis marcadas no asfalto estão mudando as vidas de milhares de motociclistas por toda a cidade de São Paulo.

Criada pela Prefeitura de São Paulo, a Faixa Azul surgiu como uma sinalização para delimitar um espaço para a circulação de motos. Basicamente, a ideia foi concebida para organizar um fluxo que historicamente já acontecia nos corredores entre os carros.

Essa simples iniciativa está mudando o trânsito. Um relatório da CET que analisou 36 vias e 46 trechos da capital mostrou que, depois da implantação da Faixa Azul, houve uma redução de 26,6% na taxa média de severidade dos acidentes envolvendo motocicletas.

Para completar, a taxa de severidade dos acidentes foi de 2,5x dentro da Faixa Azul, ante 23,9x nos corredores entre os veículos. Ou seja, a incidência e a gravidade dos acidentes representaram 10% do que é visto fora da Faixa Azul.

A experiência deu certo: atualmente, a Faixa Azul já ocupa 233 quilômetros da malha viária paulistana.

“Como seguradora, conhecemos de perto os impactos que um acidente pode gerar na vida das pessoas e acreditamos que nosso papel deve começar antes que o imprevisto aconteça,” disse Patricia Chacón, CEO da Porto Seguro.

Por isso, a Azul Seguros, marca de seguros que faz parte do ecossistema Porto, decidiu reforçar sua presença no universo das duas rodas, apoiando uma agenda de educação e prevenção no trânsito associada à Faixa Azul.

A tese da seguradora é simples: para quem trabalha com proteção, o papel não precisa começar apenas depois que um acidente acontece.

Por isso, a Azul quer levar para o debate sobre mobilidade uma mensagem de prevenção.

A ideia é incentivar o uso correto da Faixa Azul, ampliar o conhecimento sobre segurança viária e reforçar que a convivência no trânsito depende tanto do comportamento dos motociclistas quanto dos motoristas.

Para a Azul Seguros, segurança e proteção precisam andar juntas. Em vez de olhar apenas para o momento posterior a um sinistro, a proposta é usar informação, educação e conscientização para levar mais segurança ao trânsito. 

O apoio da iniciativa faz todo o sentido diante da aceitação de todos os envolvidos no trânsito.

Uma pesquisa Datafolha realizada em julho de 2026 mostrou que 75% dos moradores de São Paulo que conhecem a Faixa Azul avaliam a iniciativa positivamente. Entre os motociclistas, esse percentual chega a 87%.

A iniciativa também alterou positivamente o comportamento dos motociclistas: a velocidade média das motos caiu, assim como o percentual de motociclistas que trafegam acima do limite permitido. 

É nesse contexto que entra a campanha da Azul em torno da Faixa Azul.

Com o mote “Eu vou pela Faixa Azul”, a iniciativa inclui conteúdos de conscientização para motociclistas e motoristas, comunicação em TV e mídia OOH e ações educativas sobre segurança viária. A CET participa como fonte de informações técnicas e orientações para os conteúdos.

A aproximação da Azul Seguros com esse projeto acontece justamente num momento em que o mercado de motos vêm crescendo a passos largos – mas com poucos veículos segurados.

A frota brasileira de motocicletas cresceu 42% entre 2015 e 2024, chegando a 35 milhões de unidades, segundo dados da Abraciclo. O problema: menos de 10% dessa frota conta com seguro.

No ano passado, a Azul entrou nesse mercado com o Azul Moto, seu primeiro seguro voltado exclusivamente para motociclistas.

O produto atende motos de diferentes cilindradas e cobre colisão, incêndio, roubo, furto e danos a terceiros.

Segundo Jaime Soares, diretor de seguro auto da Porto Seguro, uma das características do produto é a possibilidade de indenização entre 70% e 80% da Tabela FIPE – uma forma encontrada pela companhia para reduzir o custo da apólice e ampliar o acesso ao seguro.

“Sabemos que os motociclistas enfrentam desafios para proteger seu bem, seja pelo custo ou pela complexidade das ofertas existentes,” disse. “Criamos um produto acessível, objetivo e que atende à essência da Azul: promover inclusão securitária com soluções que funcionam na prática, além de oferecer serviços e novas opções de vendas para os corretores.”

Para a Azul Seguros, a Faixa Azul ajuda a materializar uma visão mais ampla sobre o próprio papel de uma seguradora: proteger não é apenas estar ao lado do cliente quando acontece um imprevisto. É também contribuir para que ele possa ser evitado.

“A divulgação dessas mensagens atreladas à Faixa Azul nos permite reforçar o cuidado com a segurança do motociclista e contribuir com informação, prevenção e conscientização, ajudando a construir um trânsito mais seguro para todos,” disse Patricia.