A aposta da Berkshire na Bending Spoons, uma tech cara para os padrões da casa

A aposta da Berkshire na Bending Spoons, uma tech cara para os padrões da casa

A Berkshire Hathaway anunciou ontem que já investiu US$ 930 milhões na Bending Spoons, um conglomerado de tecnologia italiano que cresceu rápido comprando grandes empresas do setor na baixa. 

A Bending Spoons disse que a Berkshire aportou US$ 600 milhões no IPO da empresa em julho, e comprou mais US$ 330 milhões em ações recentemente. 

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A ação da Bending Spoons já subiu cerca de 38% desde o IPO, dando à Berkshire um lucro contábil de aproximadamente US$ 600 milhões, segundo a Barron’s.

Com as 10 milhões de ações compradas agora, a gigante de Omaha já detém cerca de 4% da companhia.

Sediada em Milão, a Bending Spoons montou um portfólio com empresas de tecnologia descartadas pelos antigos donos: AOL, Brightcove, Eventbrite e Vimeo. Em setembro, fechou um acordo de US$ 1,4 bilhão pela compra da Miro, uma empresa de tecnologia focada em AI.

A estratégia da Bending Spoons se assemelha à de um private equity. O foco é tornar as investidas mais lucrativas por meio de tecnologia e inteligência artificial, mas também, frequentemente, com aumentos de preços e corte de pessoal.

A posição montada pela Berkshire chamou atenção porque foge do histórico da empresa de apostar em value stocks. 

A Bending Spoons vale cerca de US$ 40 bilhões na Bolsa, e tinha aproximadamente US$ 4 bilhões em dívida na época do IPO.

O papel negocia a quase 10 vezes as vendas projetadas, e a cerca de 30 vezes o lucro projetado para 2027.

A Berkshire costuma comprar empresas maduras de tecnologia, muitas de software, a preços relativamente baixos. 

O aporte na Bending Spoons ocorreu já na gestão de Greg Abel como CEO, após a aposentadoria de Warren Buffett, e não está claro se Buffett esteve envolvido na decisão – como foi o caso da compra de mais de 100 milhões de ações da Alphabet em junho.

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