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    <title>Brazil Journal - Latest news</title>
    <description>Quem faz o PIB lê.</description>
    <link>https://braziljournal.com</link>
    <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 23:42:00 +0000</pubDate>
    <language>pt-BR</language>
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      <title>Brazil Journal</title>
      <link>https://braziljournal.com</link>
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    <item>
      <title>Agentes de AI, a nova (e enorme) dor de cabeça da segurança bancária</title>
      <guid isPermaLink="false">/ce2sHOY1Fr at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 23:42:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/agentes-de-ai-a-nova-e-enorme-dor-de-cabeca-da-seguranca-bancaria</link>
      <category><![CDATA[AI Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Cybersecurity]]></category>
      <category><![CDATA[Tecnologia & Internet]]></category>
      <category><![CDATA[Serviços financeiros]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliano Guandalini]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Era pedra cantada. Grandes bancos americanos identificaram a ação de agentes de AI não autorizados em seus sistemas – e aparentemente operando sem as instruções diretas dos clientes.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Era pedra cantada.
Grandes bancos americanos identificaram a ação de agentes de AI não autorizados em seus sistemas – e aparentemente operando sem as instruções diretas dos clientes.
Segundo o <em>Axios</em>, os maiores bancos dos EUA, entre eles o Bank of America, o JPMorgan e o Wells Fargo, estão acelerando medidas e procedimentos para conter as ameaças dos agentes de AI.
Os casos relatados teriam envolvido o acesso a contas utilizando a permissão e as credenciais de <em>login</em> do próprio usuário.
Não está claro se a invasão foi feita por hackers ou por agentes de AI que tiveram acesso às credenciais dos clientes.
A dificuldade em distinguir entre um ser humano e um bot não autorizado está levando os bancos a bloquear a tecnologia e atualizar os termos de seus serviços.
Os bancos têm o conhecimento de que alguns de seus clientes concederam as credenciais para os agentes, mas isso vai contra a exigência de que o login seja feito por humanos – justamente porque, neste momento, é virtualmente impossível saber se é uma ação legítima ou não.
Executivos de bancos descreveram a situação como “assustadora,” segundo o relato do <em>Axios.</em>
Por isso, diversos bancos decidiram restringir o acesso de AI de terceiros.
De acordo com o <em>Axios</em>, a maioria dos bancos aceita o acesso de agentes apenas para a visualização de informações financeiras dos clientes, mas sem a possibilidade de realizar operações.
Esse tipo de acesso é concedido, por exemplo, para aplicativos como o Quicken, usado para o acompanhamento de despesas.
Os bancos sabem que os clientes vão querer utilizar agentes para realizar transações bancárias, mas, de acordo com os executivos, será necessário encontrar um meio-termo até que esse tipo de aplicação possa ser feita de maneira segura.
Em uma entrevista à <em>Bloomberg </em>na semana passada, o CEO da Charles Schwab, Rick Wurster, afirmou que a corretora bloqueou a atividade de agentes de terceiros, incluindo o Muse da Meta, que tentavam fazer movimentações nas contas dos clientes.
&nbsp;“Não queremos que alguém passe a senha para o Muse e deixe o agente fazer ações,” disse Wurster. “Não conseguimos controlar isso, o cliente não consegue controlar também, algo pode dar errado, e a culpa será de quem? Para proteção dos clientes, não estamos autorizando isso.”
As instituições financeiras, obviamente, querem que os clientes utilizem as suas ferramentas proprietárias de AI, em vez de agentes da Meta, da OpenAI ou da Anthropic.
Brian Moynihan, o CEO do Bank of America, disse à <em>CNBC </em>que o banco vai restringir o acesso dos agentes enquanto desenvolve os protocolos para o uso dessa ferramenta.
“Acreditamos que deve haver um ser humano envolvido no processo para autorizar a saída de dinheiro de uma conta,” disse Moynihan. “Estamos conversando com os fornecedores desses agentes, alertando sobre o risco de o dinheiro sair das contas sem que os clientes saibam o motivo da transação nem o seu destino.”
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    <item>
      <title>Piso do frete sai pela culatra: caminhoneiro autônomo perde mercado</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 15:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/piso-do-frete-sai-pela-culatra-caminhoneiro-autonomo-perde-mercado</link>
      <category><![CDATA[INFRA Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Brasil]]></category>
      <category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
      <category><![CDATA[Regulação]]></category>
      <category><![CDATA[Infra Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Logística & Infraestrutura]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Luciano Costa]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A lei que reforçou o controle de preços do frete rodoviário, uma das primeiras medidas do inesgotável pacote de “bondades” pré-eleitorais do Governo Lula, está rendendo resultados opostos aos esperados por Brasília. Lançada em março por meio de uma medida provisória aprovada no Congresso em julho, a nova política de piso mínimo para o transporte de cargas prometia aumentar a renda dos caminhoneiros autônomos (e render votos entre um público visto como mais alinhado ao ex-presidente Bolsonaro).]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A lei que reforçou o controle de preços do frete rodoviário, uma das primeiras medidas do inesgotável pacote de “bondades” pré-eleitorais do Governo Lula, está rendendo resultados opostos aos esperados por Brasília.
Lançada em março por meio de uma medida provisória aprovada no Congresso em julho, a nova política de piso mínimo para o transporte de cargas prometia aumentar a renda dos caminhoneiros autônomos (e render votos entre um público visto como mais alinhado ao ex-presidente Bolsonaro).
Meses depois, os números mostram outra história.
A plataforma Frete.com, que registra movimentos de cerca de 900 mil caminhões e carregamentos de 25 mil empresas por ano em seu sistema, fez uma pesquisa com mais de 700 autônomos: apenas 8% disseram aprovar a tabela de frete mínimo como está hoje.&nbsp;
Na prática, a nova lei reduziu a quantidade de trabalho para 62% dos motoristas ouvidos, e 64% deles citaram piora no faturamento.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asRcTcFdAjUMmvK6M.jpg" alt="" /></p>
“Começamos a escutar os caminhoneiros reclamando que não tem cargas no mercado, que está ruim, aí fomos ver o que estava acontecendo. Olhamos na plataforma, fizemos um estudo dentro das milhões de transações que acontecem ali, e depois fizemos uma pesquisa com eles,” Federico Vega, o CEO e fundador da companhia, disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.&nbsp;
O levantamento de dados de viagens, porém, apontou que não houve uma queda nos volumes que passam pelas estradas, e sim uma migração para veículos maiores, em geral<strong> operados por transportadoras</strong>.
Como a tabela calcula o piso de frete por eixo e por distância, e não por tonelada transportada, os caminhões maiores se tornaram mais competitivos e tomaram mercado dos menores, tipicamente conduzidos por autônomos.
Numa rota de 1.000 km, por exemplo, um rodotrem com nove eixos, que consegue levar muito mais carga, acaba na prática com um frete-piso de R$ 145 por tonelada, enquanto o valor para uma carreta – usada pelos autônomos – fica em R$ 245 por tonelada.
Além disso, a contratação de transporte com empresas conta com vantagens tributárias na comparação com o caminhoneiro pessoa física. Com o mesmo preço de tabela, os CNPJs acabam sendo mais competitivos.&nbsp;
Em quatro grandes transportadoras do agronegócio, a fatia de fretes contratados com motoristas pessoa física caiu de 24% do mercado em 2025 para 14% em 2026.
Ao sancionar a lei, o Presidente Lula disse que era “um dia importante para os caminhoneiros”, e o PT classificou a medida como “vitória” para a categoria em uma publicação em seu site.
As novas regras, porém, reduziram a participação de carretas, veículos típicos dos autônomos, de 68% para 44% das viagens no agronegócio, segundo os dados da Frete.com.&nbsp;
Na pesquisa, 65% dos caminhoneiros disseram perceber que fretes que antes eram contratados com eles estão indo para transportadoras e empresas.
Os impactos começaram ainda antes da MP, no ano passado, quando o Governo iniciou uma fiscalização eletrônica da tabela de fretes mínimos – criada ainda na gestão Michel Temer, após a histórica greve dos caminhoneiros.
Após anos de <a href="https://braziljournal.com/mp-do-frete-ou-do-caos-proposta-gera-multas-liminares-e-ameaca-de-greve" target="_blank" rel=""><strong><u>baixo cumprimento da tabela </u></strong></a>– com <em>jeitinhos </em>por parte dos contratantes e vista grossa das autoridades – a fiscalização mais forte aumentou significativamente as multas aplicadas, e a MP reforçou ainda mais as regras, colocando multas de até R$ 1 milhão por descumprimento, que depois viraram lei.
No mês passado, 43% das cargas foram transportadas em veículos grandes, na comparação com 14% em março, quando saiu a MP, e 10% em setembro passado, antes do início da fiscalização eletrônica, segundo as análises da Frete.com.&nbsp;
“Os caminhoneiros também disseram na pesquisa que o piso virou um teto. As transportadoras não estão usando o valor como um mínimo, mas como um preço tabelado. O dono da carga fala ‘vou te pagar o preço da tabela’, não tem mais negociação, e antes tinha,” disse o CEO da plataforma.&nbsp;
“Um de cada cinco caminhoneiros, 20% dos motoristas, já falam em sair do mercado. Em virar Uber, vender o caminhão. Então no longo prazo provavelmente teremos um impacto na quantidade de autônomos.”
Com os caminhoneiros no centro de seu modelo de negócios, a Frete.com vinha monitorando desde o início os impactos da nova legislação.
Vega criou a empresa em 2013, após notar, em viagens de bicicleta pelas estradas, que os postos de gasolina funcionavam como um “<em>marketplace offline</em>” para caminhoneiros, com anúncios em papel – um modelo ineficiente que deixava os motoristas muito tempo parados procurando carga.&nbsp;
Hoje são transacionados no app da Frete.com cerca de R$ 55 bilhões em fretes por ano, e a companhia, com 600 funcionários, também atua com intermediação de pagamentos e crédito para os caminhoneiros e empresas contratantes.
Apesar das mudanças com a nova política de fretes, o CEO disse que a empresa mantém seu otimismo com o País e com o mercado de transportes no médio e longo prazo.
Com operações também no México, a<strong> </strong>Frete.com<strong> </strong>está trabalhando para listar suas ações na Bolsa. “O plano é um IPO em 2028 nos Estados Unidos,” disse Vega, um argentino que antes de criar a companhia trabalhou como <em>investment banker</em> no JP Morgan.
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    </item>
    <item>
      <title>Bradsaúde controla sinistralidade e bate consenso; ação sobe 4%</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 14:38:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/bradsaude-controla-sinistralidade-e-bate-consenso-acao-sobe-4</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Saúde]]></category>
      <category><![CDATA[Bradsaúde]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliana Napolitano]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A Bradsaúde teve um terceiro trimestre acima do consenso em diversas linhas – fazendo a ação subir&nbsp; 4% no início do pregão.&nbsp; O lucro aumentou 14% na comparação anual e chegou a R$ 1,1 bilhão, 10% acima do consenso. A receita cresceu 9% no mesmo período para R$ 14,3 bilhões.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A Bradsaúde teve um terceiro trimestre acima do consenso em diversas linhas – fazendo a ação subir&nbsp; 4% no início do pregão.&nbsp;
O lucro aumentou 14% na comparação anual e chegou a R$ 1,1 bilhão, 10% acima do consenso. A receita cresceu 9% no mesmo período para R$ 14,3 bilhões.
O ROE caiu para 22,2% frente aos 24,1% do segundo tri, mas o <em>management</em> diz que é preciso olhar a evolução em ciclos mais longos: em 12 meses, o ROE subiu para 25,4%, quase um ponto acima dos 24,5% nos 12 meses até setembro de 2025. Em 2023, estava em 11%.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asZz2Prgu7GZHOE5T.png" alt="" /></p>
“A companhia mudou de patamar em rentabilidade,” disse José Pacheco, o diretor de RI.
Na visão do mercado, o destaque do tri foi a qualidade operacional do resultado.&nbsp;
A sinistralidade, que <a href="https://braziljournal.com/bradsaude-mergulha-8-com-sinistralidade-numeros-para-bulls-and-bears" target="_blank" rel=""><strong><u>havia assustado no segundo tri</u></strong></a>, cresceu apenas 0,5 ponto percentual em um ano, atingindo 84,5%, 100 pontos-base melhor que o consenso.
Com isso, o resultado operacional – excluindo a parte financeira – cresceu 31% no tri a tri e 5% no ano, para R$ 764 milhões.
“O foco da empresa tem sido um crescimento saudável, com sinistralidade controlada, o que se reflete na rentabilidade,” Olavo Arthuzo, o analista de saúde do UBS BB, disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.&nbsp;
“Mas o tíquete médio está menor, e por isso não esperamos um crescimento robusto do <em>top line</em>.”
Os prêmios somaram R$ 14,1 bilhões no trimestre, um crescimento anual de 9% mas abaixo do esperado pelos analistas.&nbsp;
Ao mesmo tempo, a empresa tem ganhado mercado: o <em>market share</em> em planos de saúde aumentou de 7,3% entre julho e setembro de 2025 para 7,9% no trimestre.
“É difícil equilibrar todos os pratos e crescer em vidas e prêmios com sinistralidade controlada,” disse o CEO Carlos Marinelli. “Mas acho que a equação a que chegamos – com expansão de receitas e vidas e sinistralidade controlada – é um bom resultado para nossos acionistas e clientes.”
Marinelli lembrou que a empresa tem crescido no segmento de PMEs, que está pressionado financeiramente pela situação econômica do País e precisa controlar custos.&nbsp;
Outro destaque foi a melhora nos números da Atlântica Hospitais, que lucrou R$ 139 milhões nos 12 meses até setembro – bem acima dos R$ 26 milhões de 2025 e revertendo os prejuízos registrados em 2023 e 2024.&nbsp;
A Atlântica está contribuindo com 4% do resultado da Bradsaúde este ano – acima do 1% registrado em 2025. A Bradesco Saúde contribuiu com 83% este ano, a Odontoprev, 11%, e os demais negócios, como Orizon e Fleury, 2%.&nbsp;
O resultado financeiro da Bradsaúde somou R$ 685 milhões no terceiro trimestre, bem abaixo dos R$ 930 milhões do tri anterior.&nbsp;
O motivo foi o IPCA de 0,1% no período, o que fez com que essa carteira, que é 60% ligada a papéis atrelados ao IPCA, tenha rendido apenas o cupom nesse intervalo, segundo o UBS.&nbsp;
Para o BTG, se os juros de fato caírem, o lucro pode ser pressionado “dada a expressiva posição de caixa líquido da companhia e sua exposição às receitas financeiras”.&nbsp;
“Mas o desempenho operacional acima das expectativas ajuda a compensar eventuais revisões para baixo nas projeções de lucro”, escreveram os analistas do banco, que tem <em>buy</em> para as ações.&nbsp;
Junto com o balanço, a Bradsaúde anunciou um dividendo adicional de R$ 1 bilhão, elevando as distribuições anunciadas no ano para cerca de R$ 1,5 bilhão.&nbsp;
O total, porém, está abaixo do <em>payout </em>de 50% previsto pela empresa. Para Arthuzo, do UBS, esse <em>payout </em>deve aumentar para 60% em 2027 e chegar a 80% em 2029 à medida que a companhia equilibra sua estrutura de capital.&nbsp;
Segundo o analista, o patrimônio líquido médio está abaixo do esperado em razão dos ajustes feitos para criar a Bradsaúde. “A tese da empresa é essa otimização de capital,” disse ele, que também tem <em>buy</em> para a ação.
O papel negocia a menos de 9 vezes o lucro projetado para 2027, e a companhia vale cerca de R$ 9 bilhões na Bolsa.
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Vinci fica com a Austral Re, passando de vendedora a compradora</title>
      <guid isPermaLink="false">/cejEKoguV3 at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 12:38:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/vinci-fica-com-a-austral-re-passando-de-vendedora-a-compradora</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Gestores]]></category>
      <category><![CDATA[Private Equity]]></category>
      <category><![CDATA[Seguradoras & Insurtech]]></category>
      <category><![CDATA[Vinci Partners]]></category>
      <category><![CDATA[Radar M&A]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Fabiane Stefano]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A Vinci Compass está pagando R$ 336 milhões pela Austral Re, uma resseguradora que pertence a um dos fundos da própria gestora, aos fundadores da Vinci e outros investidores minoritários, como o IFC e o Banco Genial. A Austral Re é o braço de resseguros da Austral Participações, uma seguradora criada em 2010 pela Vinci no momento de abertura do mercado de resseguros no País.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A Vinci Compass está pagando R$ 336 milhões pela Austral Re, uma resseguradora que pertence a um dos fundos da própria gestora, aos fundadores da Vinci e outros investidores minoritários, como o IFC e o Banco Genial.
A Austral Re é o braço de resseguros da Austral Participações, uma seguradora criada em 2010 pela Vinci no momento de abertura do mercado de resseguros no País.&nbsp;
A Austral Re teve R$ 2,9 bilhões em prêmios emitidos no ano passado, reportou um lucro de R$ 93 milhões nos últimos 12 meses e tem uma alavancagem sobre o patrimônio líquido de 3,5 vezes.&nbsp;
Quatro anos atrás, os sócios decidiram vender toda a operação, tanto da seguradora como da resseguradora. Mais de 300 potenciais compradores avaliaram o negócio. Uns queriam só a seguradora, outros, só a resseguradora.
No ano passado, a Liberty Mutual, a seguradora com sede em Boston, sinalizou interesse em entrar no mercado de seguros-garantia no Brasil como parte de sua estratégia para a América Latina.
A proposta da Liberty convenceu os controladores da Austral a optar pelo desmembramento das duas operações.
“Nesse nível de oferta, a gente concluiu que era melhor parar de insistir na venda conjunta e desmembrar as duas operações, pois o valor combinado seria muito maior do que as ofertas que a gente havia recebido até então,” disse Bruno Zaremba, o CFO e COO da Vinci.
Paralelamente, começou a busca de um comprador para o negócio de resseguros. Apareceram quatro candidatos e, numa mudança de estratégia, a Vinci também colocou uma proposta na mesa, inspirada em operações semelhantes no mercado americano.
A operação com a Austral Re segue o exemplo de aquisições de seguradoras por gestoras americanas de private equity, como a Apollo Global e a KKR.&nbsp;
“A operação de seguros gera um fluxo de capital muito grande, o que permite alavancar o crescimento da gestora,” disse Zaremba.&nbsp;
Foi a partir dessa tese que, de vendedora, a Vinci voltou à negociação como compradora. “Em termos de preço e de condições como desembolso, pagamento, retenção de preço, a proposta da Vinci era a melhor,” disse Zaremba.
Agora era preciso montar a estrutura em que a Austral Re “sai de um bolso da gestora e entra em outro”, num movimento que poderia gerar conflitos de interesse.&nbsp;
A Kroll foi contratada para emitir um <em>fairness opinion</em>, um relatório que avaliou se os termos econômicos da transação eram os mais vantajosos para todos os investidores.&nbsp;
Com o parecer positivo, os principais cotistas do fundo foram consultados e concluíram que após um exaustivo processo de venda a melhor opção era mesmo vender a seguradora para a Liberty e a resseguradora para a própria Vinci.&nbsp;
No início deste mês, a Liberty finalmente fechou a aquisição da operação de seguros da Austral, proporcionando uma saída completa aos investidores anteriores. Segundo a Vinci, o valor combinado das duas operações é cerca de 15% acima da marcação do ativo nos fundos.
“Se olhar pelas sinergias, a Vinci passa a ter acesso a um capital perpétuo, enquanto a Austral Re também terá acesso a mais capital pela gestora,” disse Zaremba.
No IPO, em 2021, a Vinci havia se comprometido a usar parte do R$ 1,4 bilhão captado nos fundos da casa. Agora, cerca de R$ 900 milhões desses recursos irão contribuir com a operação da resseguradora e servirão como base do capital da divisão da Austral Re.&nbsp;
A estrutura de pagamento será feita via troca de ações da Vinci, que é listada na Nasdaq, ou um pagamento no <em>closing</em>. Os três fundadores da Vinci – Gilberto Sayão, Alessandro Horta e Paulo Fernando Oliveira – e Zaremba vão converter o pagamento em ações da Vinci. Esse bloco representa cerca de 1,7 milhão de ações, o equivalente a 22% da operação.&nbsp;
As mesmas condições serão oferecidas aos demais investidores e cotistas do fundo. “Temos que esperar a decisão individual de cada investidor para saber quantas ações vamos precisar emitir.”
Para alinhar o interesse dos controladores com o dos minoritários, a companhia decidiu fazer uma distribuição de dividendos que deve alcançar de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões, disse Zaremba.
A Seneca Evercore assessorou os vendedores.&nbsp;&nbsp;
O Itaú BBA assessorou a Vinci Compass.
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    </item>
    <item>
      <title>‘Mal-estar’ favorece a direita, diz chefe da Ipsos. “O sistema não está funcionando”</title>
      <guid isPermaLink="false">/ce8MO2lzFv at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 12:01:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/mal-estar-favorece-a-direita-diz-chefe-da-ipsos-o-sistema-nao-esta-funcionando</link>
      <category><![CDATA[Poder]]></category>
      <category><![CDATA[Brasil]]></category>
      <category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliano Guandalini]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A corrupção e a segurança pública são os temas decisivos da eleição deste domingo – e são assuntos em que Flávio Bolsonaro leva vantagem sobre Lula. A análise é do cientista social Clifford Young, um veterano das pesquisas eleitorais e <em>chair</em> da Ipsos Public Affairs, nos EUA.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A corrupção e a segurança pública são os temas decisivos da eleição deste domingo – e são assuntos em que Flávio Bolsonaro leva vantagem sobre Lula.
A análise é do cientista social Clifford Young, um veterano das pesquisas eleitorais e <em>chair</em> da Ipsos Public Affairs, nos EUA.
“É um momento em que as maiores preocupações dos eleitores, que são crime e corrupção, favorecem os candidatos de direita,” Young disse ao<a href="https://www.instagram.com/braziljournal?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;dlrf=ZDNlZDc0MzIxNw==" target="_blank" rel=""> <strong><u>Brazil Journal</u></strong></a>.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asGzNjdNqlBxMqSDo.jpg" alt="" /></p>
A base de dados da Ipsos com centenas de eleições ao redor do mundo mostra que os candidatos com melhor avaliação no tema predominante nas preocupações dos eleitores saem vitoriosos em 85% dos casos.
Young viveu em São Paulo e é casado com uma brasileira. Atualmente é professor visitante da Texas A&amp;M University, mas viaja com frequência ao Brasil.
De acordo com ele, as pesquisas têm demonstrado um profundo mal-estar social dos eleitores e uma percepção de que o sistema não está funcionando – fatores que reforçam a tendência do voto anti-incumbente.
Para o pesquisador, a onda de direita na América Latina – que poderá ser completada com a vitória de Flávio no domingo – não representa uma virada ideológica na região.
“É um movimento muito mais anti-incumbente, tendo crime e corrupção como temas principais,” afirmou. “O Brasil e a América Latina não estão se tornando mais conservadores.”
Na entrevista a seguir, Young comenta ainda por que as pesquisas eleitorais continuam subestimando os votos na direita.
<strong><em>Em suas análises recentes, você afirma que as atuais preocupações do eleitor tendem a favorecer a oposição. Por que o Governo, com a máquina pública nas mãos, não é o favorito?</em></strong>
O Brasil, como boa parte do mundo, vive um momento de alto grau de desconfiança na política. Em nossas pesquisas, as pessoas afirmam que o sistema está quebrado, não está funcionando e não cumpre o que promete.
Essa é uma percepção que permeia toda a sociedade brasileira. Mas é algo que vemos também em outros países, a percepção de que o contrato social não está sendo cumprido.
Em inglês, dizemos que há uma <em>malaise</em>. Em português, eu chamaria de pessimismo estrutural.
É um momento em que as maiores preocupações, que são crime e corrupção, favorecem os candidatos de direita.
<strong><em>Por quê?</em></strong>
Não vou dizer que a direita vai necessariamente ganhar, mas a tendência é de a direita ser favorecida.
Temos uma base de dados na Ipsos, com eleições de todo o mundo, que diz o seguinte: o candidato mais forte com relação ao principal tema ganha em 85% das vezes.
No Brasil, esse tema é corrupção. No momento, é algo que favorece a direita.
O Flávio, portanto, fica favorecido por causa disso. Tem os vetores a favor dele. O Lula é associado como o candidato da situação.
Será uma eleição bastante apertada. Mas, nas atuais circunstâncias, eu preferiria ser o estrategista do Flávio.
O Lula, claro, controla o Governo, tem o poder do incumbente. Está conseguindo mobilizar as pessoas e parece que tem conseguido reduzir a diferença entre alguns grupos de eleitores.
<strong><em>Mesmo com notícias sobre suspeitas de corrupção envolvendo Flávio, esse é um tema que, na sua avaliação, favorece o candidato de oposição?</em></strong>
Sim. Neste momento, se olharmos as pesquisas, Flávio tem uma vantagem no que diz respeito ao enfrentamento da corrupção.
Na cabeça das pessoas, todo mundo está envolvido em corrupção de alguma maneira, então parece melhor trocar de Governo. É esse o raciocínio dos eleitores.
<strong><em>Lula anunciou diversas medidas para conquistar indecisos e virar votos, como o aumento do Bolsa Família e o perdão de dívidas. Isso funciona na reta final, ou pode ser percebido como algo oportunista e eleitoreiro?</em></strong>
Provavelmente, não vai ter grande efeito, mas pode ajudar a ganhar votos em determinados segmentos. Não estou na campanha, mas imagino que tenham sido medidas focadas em certos grupos, aqueles que estão em cima do muro ou que talvez não tenham votado no primeiro turno.
Vai ser uma corrida vencida por centímetros. Estamos falando um ou dois pontos. O que Lula fez nas últimas semanas teve algum efeito.
<strong><em>O desemprego no Brasil está baixo, a inflação está relativamente controlada. Não estamos em recessão. Qual a razão da percepção negativa das pessoas em relação à situação econômica?</em></strong>
O Brasil não está ruim, mas não está ótimo. As pessoas estão enfrentando dificuldades para pagar as contas, precisam fazer manobras. O brasileiro vem sentindo isso há algum tempo.
Houve um grande avanço da classe média, 20 anos atrás, mas desde então tem sido difícil para a maioria das pessoas. Há pessimismo com relação ao futuro, porque as pessoas não estão conseguindo progredir.
<strong><em>A aprovação do Governo Lula está ao redor de 45%, enquanto a desaprovação passa de 50%. É um número, ainda assim, considerado suficiente para a reeleição de incumbentes, segundo os dados históricos da Ipsos. Por que esse nível de avaliação talvez não baste para Lula ganhar desta vez?</em></strong>
Quando fazemos a previsão de eleição, usamos vários modelos. Esse é um deles. É uma ótima maneira de começar a pensar como será a eleição.
A aprovação de Lula está um pouco abaixo dos 45%, pelas nossas pesquisas. Nessa altura, ele não é o franco favorito.&nbsp;
Temos um outro modelo, como já falei, segundo o qual o candidato mais forte no tema de maior preocupação dos eleitores ganha, na média, em 85% das vezes.
<strong><em>Os contratos dos mercados preditivos estão dando uma chance de 80% para Flávio. Vocês incorporam esses dados na avaliação?</em></strong>
Usamos sim esses dados em nossos modelos, mas eles costumam funcionar bem apenas quando são mercados com um volume de apostas. Na eleição de 2024 nos EUA, eles conseguiram cravar com bastante precisão os resultados.
<strong><em>Boa parte das pesquisas mostrava Lula na frente antes do primeiro turno. Por quê? Existe uma dificuldade de capturar o voto da direita?</em></strong>
No primeiro turno é sempre mais complicado fazer pesquisa, há mais erros, porque existem muitos candidatos e há eleitores que trocam de voto constantemente.
Acho que as pesquisas tiveram agora um bom desempenho, na comparação com eleições anteriores, mas ainda assim erraram quem ficaria na frente.
Parte da explicação para isso foi uma questão de tendência. Havia um movimento de convergência bem óbvio, se olharmos os gráficos. Flávio foi se tornando mais conhecido, e foi beneficiado pela transferência de votos que iriam para outros candidatos de oposição.
Mas a outra parte da explicação é que nós, da indústria de pesquisas, temos um problema com a direita, e não apenas no Brasil. As pesquisas costumam subestimar os votos de direita – algo em torno de 1,5% e 2%.
<strong><em>Por que isso acontece?</em></strong>
No Brasil, vimos nos grupos de pesquisas pessoas falando que não gostavam do Flávio, mas não votariam no PT de jeito nenhum. Não chega a ser um voto envergonhado, mas é um voto que muitas vezes não é declarado nas pesquisas.
Além disso, há pessoas que realmente não acreditam no sistema, não querem participar de pesquisas. Mas votam na direita. É algo que vemos em diversos países. Trata-se de um segmento relativamente pequeno, mas difícil de captar.
<strong><em>A América do Sul vive uma onda de direita ou uma onda anti-incumbente?</em></strong>
É um movimento muito mais anti-incumbente, tendo crime e corrupção como temas principais. E isso tende a favorecer a direita.&nbsp;
Mas não é movimento ideológico, o Brasil e a América Latina não estão se tornando mais conservadores. No longo prazo, as tendências de valores mudam muito lentamente.
A eleição é um pêndulo que vai e vem. Nesse momento, está indo contra quem está no poder – está indo contra a esquerda, porque as pessoas querem soluções para a corrupção e crime.
A esquerda conseguiu, ao longo das últimas duas décadas, melhorar de fato a vida de muitas pessoas, com as políticas sociais. OK, resolveu a questão do arroz com feijão.
Mas as pessoas querem andar na rua sem se preocupar, não querem um governante corrupto, não querem ficar quatro horas no transporte público, querem saúde e segurança.
<strong><em>Governos de direita eleitos recentemente na América do Sul já estão enfrentando queda de popularidade, com a frustração da expectativa dos eleitores. É o caso do Chile, com José Antonio Kast, e também da Argentina, com Javier Milei. O que um novo governante precisa fazer para não ver a sua popularidade derreter rapidamente?</em></strong>
O tempo de lua de mel dos eleitores com os novos governantes diminuiu em todo o mundo. Em sistemas presidencialistas, cai muito rapidamente.
O que vemos são eleitores que perderam a paciência, acham que o Governo não está cumprindo o papel dele.
Portanto, um novo governante precisa entender que terá menos de um ano para conseguir impor a sua agenda. Dentro desse período, não pode querer fazer muitas coisas.
Trump, por exemplo, tentou fazer dez coisas ao mesmo tempo – e coisas conflitantes. Ele deveria ter focado em menos questões, como imigração, e pronto.
Uma coisa importante é fazer o que prometeu. Se você falou que ia reduzir o custo de vida você não pode atacar o Irã. Cria dissonância.
Nem estou fazendo o julgamento dos valores sobre as decisões, mas parece uma decisão dissonante para a população.
É um momento muito difícil para os governantes – muito mais difícil do que em outros tempos. Mas essa é a nossa vida agora.
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    </item>
    <item>
      <title>Os fundos que ganharam com o rali de outubro – e já reduziram a exposição</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 00:52:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/os-fundos-que-ganharam-com-o-rali-de-outubro-e-ja-reduziram-a-exposicao</link>
      <category><![CDATA[Gestores]]></category>
      <category><![CDATA[Investimentos]]></category>
      <category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
      <category><![CDATA[Wealth Journal]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliana Napolitano]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O fechamento da curva de juros e a alta da Bolsa – especialmente de ações sensíveis a uma redução das taxas – depois do primeiro turno deram um belo empurrão no desempenho dos fundos de ações e multimercado em outubro. Mas alguns dos gestores que mais ganharam dinheiro no mês – BTG Pactual, Legacy, IP e Absolute – não esperam um rali da mesma magnitude na próxima semana.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O fechamento da curva de juros e a alta da Bolsa – especialmente de ações sensíveis a uma redução das taxas – depois do primeiro turno deram um belo empurrão no desempenho dos fundos de ações e multimercado em outubro.
Mas alguns dos gestores que mais ganharam dinheiro no mês – BTG Pactual, Legacy, IP e Absolute – não esperam um rali da mesma magnitude na próxima semana.&nbsp;
Com exceção da IP, os demais estão realizando lucros e reduzindo a exposição a risco para voltar a investir a partir de segunda-feira, levando em conta o cenário eleitoral e o apetite dos pares.
“A forte assimetria entre risco e retorno que existia antes do primeiro diminui bastante,” Bruno Henriques, um gestor da BTG Pactual Asset Management, disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.&nbsp;
O banco tem um fundo multimercado e dois de ações na lista das cinco maiores performances de cada classe em outubro, segundo um levantamento da Outliers Advisory.&nbsp;
Essa pesquisa mostrou que, na média, os fundos multimercado renderam 2,7% em outubro até o dia 15, o que elevou o retorno no ano para 10,3% – ainda abaixo do CDI do ano, que estava em 11% até 15 de outubro.
Mas depois do resultado deste mês, 46% dos fundos da amostra já rendem mais que o CDI no ano – de janeiro a setembro, este percentual estava em 30%.&nbsp;
Os fundos de ações <em>long only</em> renderam em média 14% em outubro – acima do Ibovespa, que subiu 10%.&nbsp;
No ano, o rendimento médio dos <em>long only</em> está em 21%, abaixo do Ibovespa, que acumula uma alta de 27%. Apenas 20% desses produtos superam o índice em 2026 – mas, de janeiro a setembro, o percentual estava em 11%.
As carteiras de ações <em>long-biased</em> também tiveram uma rentabilidade média de 14% em outubro, enquanto o retorno acumulado no ano está em 19%.&nbsp;
Como nos <em>long only</em>, somente 20% dos <em>long-biased</em> superam o Ibovespa em 2026, ante a marca de 11% no período de janeiro a setembro.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asqALye4rTw2jPB6R.jpg" alt="" /></p>
“O mercado está operando capítulo a capítulo. Se houver maior previsibilidade na economia e uma estabilização nas expectativas, será possível alongar o horizonte de investimentos a aumentar a alocação em ativos de risco,” disse Felipe Guerra, o fundador da Legacy.&nbsp;
O multimercado Legacy Cap Edge teve o segundo melhor retorno do mês nessa classe de fundos, de 8,8%, segundo o levantamento da Outliers que, nesse caso, considera apenas os fundos master com patrimônio superior a R$ 500 milhões.&nbsp;
Com isso, o fundo da Legacy acumula uma rentabilidade de 12% no ano e quase 16% em 12 meses.
Em outubro, ficou atrás apenas do Ibiuna Long Short, com rendimento de 9% neste mês, 11,7% no ano e apenas 10% em 12 meses. Em terceiro lugar, aparece o IP Value Hedge, com 6% em outubro, 8,7% no ano e 13,7% em 12 meses.&nbsp;
A Legacy havia aumentado a exposição a juros, Bolsa – via índices e ações de empresas mais sensíveis a juros – e câmbio pouco antes do primeiro turno apoiada em <a href="https://braziljournal.com/lula-esta-virando-para-a-legacy-nao-e-bem-assim" target="_blank" rel=""><strong><u>pesquisas internas</u></strong></a> que mostravam uma chance de Flávio Bolsonaro terminar à frente de Lula.
Quando isso se concretizou, o mercado passou a precificar uma maior probabilidade de mudança na política econômica, levando ao <a href="https://braziljournal.com/mercado-mata-a-saudade-de-um-brasil-possivel" target="_blank" rel=""><strong><u>rali do início do mês</u></strong></a>.&nbsp;
No caso do BTG, os principais ganhos vieram da Bolsa, especialmente de estruturas de opções montadas em ações de setores que se beneficiam de um cenário de queda dos juros, como os de consumo, construção civil e financeiro.
Na segunda-feira pós-primeiro turno, os retornos chegaram ao triplo do Ibovespa. Hoje o banco não vê mais oportunidades nesse tipo de estrutura, e está posicionado em opções de EWZ e juros.&nbsp;
“O mercado tirou o prêmio da mesa muito rápido e, além disso, o cenário externo ficou mais complicado, com a perspectiva de alta de juros lá fora, o aumento do petróleo e os protestos na Europa,” disse Henriques.&nbsp;
O multimercado BTG Pactual Synergy Equity Hedge está rendendo 5,8% em outubro, 13% no ano e 16% em 12 meses.&nbsp;
O <em>long-biased</em> Sinergy, do BTG, teve o maior retorno da classe em outubro, de 19%, e rendeu 21% no ano e 23% em 12 meses. Já o <em>long only</em> Absoluto teve uma rentabilidade de 20% em outubro, 26% no ano e 37% em 12 meses.
Fiel à estratégia de investir mirando o <em>compounding </em>de longo prazo, a IP não fez grandes mudanças no portfólio nem antes nem depois da eleição.&nbsp;
A carteira Brasil – que responde por cerca de 20% do fundo – é composta por ações de empresas que “funcionam bem nos dois mandatos,” como as de grandes bancos e <em>utilities</em>, disse Rodolfo Marinho, um sócio da IP. “Quando tivermos um cenário mais concreto e previsível para a economia e os juros, podemos avaliar outros setores, como o de shoppings.”
Outros 40% do fundo estão investidos em ações de empresas americanas, como a Mastercard, que deram bons retornos em outubro e ajudam a explicar o desempenho no mês.&nbsp;
“Dependendo do cenário, podemos também reduzir a exposição lá fora e investir mais aqui, reciclando esse capital,” disse Carolina Barbará, sócia e RI da IP.
Outros fundos que ficaram entre os mais rentáveis em outubro foram dois <em>long only</em> da Alaska – o Black, com retorno de 28%, e o Institucional Long Only, com 21%. Até setembro, estavam com desempenho negativo no ano.&nbsp;
Entre os <em>long-biased</em>, o Sharp rendeu 17% em outubro e o Squadra, 16,6%. Com isso, acumulam rendimentos de 12% e 18% no ano, respectivamente.&nbsp;
O fundo de pior desempenho no mês, segundo o levantamento da Outliers, é o Adam Advanced, que perdeu 10,5%. No ano, porém, o retorno é de 24,6% e, em 12 meses, de 23%.&nbsp;
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    </item>
    <item>
      <title>Boeing 737 MAX 10: liberado para voar, 10 anos depois</title>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 23:15:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/boeing-737-max-10-liberado-voar-10-anos-depois</link>
      <category><![CDATA[Aviação]]></category>
      <category><![CDATA[Turismo]]></category>
      <category><![CDATA[Boeing]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Borg]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Desde o anúncio em 2017 até sua liberação para uso comercial na terça-feira, o 737 MAX 10 – a aeronave da família 737 de maior capacidade – teve uma trajetória tortuosa, que exigiu mudanças no projeto no meio do caminho e agora finalmente chega ao fim. A FAA, a agência de aviação civil dos EUA, aprovou o modelo para uso comercial, permitindo que a Boeing comece a enviar às companhias aéreas as mais de 1.555 aeronaves já encomendadas.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Desde o anúncio em 2017 até sua liberação para uso comercial na terça-feira, o 737 MAX 10 – a aeronave da família 737 de maior capacidade – teve uma trajetória tortuosa, que exigiu mudanças no projeto no meio do caminho e agora finalmente chega ao fim.
A FAA, a agência de aviação civil dos EUA, aprovou o modelo para uso comercial, permitindo que a Boeing comece a enviar às companhias aéreas as mais de 1.555 aeronaves já encomendadas.
O modelo é uma peça-chave na disputa da Boeing com a Airbus no mercado de aviões de corredor único, onde a empresa francesa leva vantagem sobre a americana com o seu A321neo, que tem maior alcance e leva mais passageiros do que o 737 MAX 10.
O <em>backlog</em> da Boeing para o modelo representa 32% das 4.867 encomendas da linha MAX e 23% do total de 6.863 pedidos em aberto.
As aéreas com maiores pedidos do 737 MAX 10 são a United, Alaska, American, Delta, Ryanair, Pegasus, WestJet, Vueling e SunExpress.
As entregas da aeronave começarão entre o final deste ano e o início de 2027. United e WestJet deverão ser as primeiras a receber o novo avião. A Ryanair, que tem 150 737 MAX 10 encomendados, espera receber a primeira aeronave do modelo no início do próximo ano.
O 737 MAX 10 comporta até 230 passageiros, comparado a até 195 do MAX 9 e 160 do MAX 7. A capacidade ampliada permite às companhias que já operam a família 737 MAX aumentar o porte das aeronaves em rotas com maior demanda.
O anúncio ocorreu no dia em que o secretário de Transportes, Sean Duffy, foi à fábrica da Boeing em Everett, no estado de Washington.&nbsp;
“Após extensas revisões de segurança, que incluíram milhares de horas de voos de teste, a equipe da FAA está pronta para aprovar esta aeronave para a venda,” disse Duffy.
Na fábrica, ele disse que os EUA querem vencer europeus e chineses e que, para isso, é preciso certificar aeronaves mais rapidamente e prometeu simplificar o processo.
A Boeing tenta certificar o MAX 10 desde o início da década passada. O avião foi lançado no Paris Air Show de 2017 e estava planejado para iniciar operação em 2020 — mas foi atropelado pela <a href="https://braziljournal.com/boeing-737-max-8-vira-dor-de-cabeca-para-a-gol" target="_blank" rel=""><strong><u>crise do 737 MAX 8</u></strong></a>.
Em 2018, duas aeronaves do modelo sofreram acidentes que mataram 346 pessoas. Análises mostraram que os dois acidentes foram provocados por falhas em sensores, fazendo com que a FAA exigisse mudanças nos aviões – tanto os que estavam operando quanto os que aguardavam certificação.
As melhorias incluíam atualizações no sistema de controle de voo, com um sensor de ângulo de ataque aprimorado.&nbsp;
Um problema no sistema anti-gelo nos motores do 737 MAX, surgido em 2023, atrasou ainda mais a certificação do MAX 7 e do MAX 10. Em agosto deste ano, a FAA <a href="https://www.faa.gov/newsroom/faa-statement-certification-boeing-737-max-7" target="_blank" rel=""><strong><u>aprovou o MAX 7</u></strong></a> após uma análise de mais de oito anos.
Os atrasos ajudaram o A321neo a ficar com uma fatia maior do mercado.
Visando reduzir a distância da concorrência, a Boeing inaugurou em julho uma nova linha de montagem em Everett, que deve elevar a produção mensal da família 737 para além de 47 aviões por mês.
Com a aprovação da FAA, o próximo passo é a aprovação da Transport Canada e da EASA, a agência de segurança aérea europeia, que deve acontecer nos próximos meses.
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    </item>
    <item>
      <title>O UBS pode mesmo deixar a Suíça?</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceVxyzIq20 at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:52:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/o-ubs-pode-mesmo-deixar-a-suica</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Serviços financeiros]]></category>
      <category><![CDATA[UBS]]></category>
      <category><![CDATA[Estratégia corporativa]]></category>
      <category><![CDATA[Regulação]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Arbex]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O UBS está avaliando trocar a Suíça, onde tem sua sede, por algum outro país da Europa ou os Estados Unidos – fazendo esse movimento por meio de um M&amp;A com bancos locais.&nbsp; A informação foi reportada pelo <em>The Wall Street Journal</em>, citando fontes a par do assunto. O banco ainda não confirmou o movimento.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O UBS está avaliando trocar a Suíça, onde tem sua sede, por algum outro país da Europa ou os Estados Unidos – fazendo esse movimento por meio de um M&amp;A com bancos locais.&nbsp;
A informação foi reportada pelo <em>The Wall Street Journal</em>, citando fontes a par do assunto. O banco ainda não confirmou o movimento.
Segundo o <em>WSJ</em>, a saída seria uma resposta a uma mudança regulatória que está sendo debatida no parlamento da Suíça, e que passaria a exigir um capital significativamente maior de bancos considerados <em>too big to fail</em>.
Depois da crise do Credit Suisse, que <a href="https://braziljournal.com/ubs-sera-powerhouse-na-gestao-de-recursos-diz-jp-morgan" target="_blank" rel=""><strong><u>o levou a ser incorporado pelo UBS</u></strong></a> numa operação que contou com o apoio financeiro do Governo suíço, os parlamentares querem que o UBS mantenha um volume substancial de capital adicional como garantia para suas operações no exterior. Segundo estimativas do próprio UBS, as mudanças custariam cerca de US$ 16 bilhões ao banco.
O UBS é o último grande banco suíço com presença global – e uma saída do país seria um baque para a economia local.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as93rsW4qTc8ttYnS.jpg" alt="" /></p>
O banco, que tem US$ 1,7 trilhão em ativos, não abre o tamanho de sua operação suíça, mas diz que empresta cerca de US$ 420 bilhões a empresas e famílias, e que o país responde por um terço de sua receita.
Segundo o <em>WSJ</em>, as opções que estão na mesa são comprar uma instituição financeira com sede nos EUA e transferir suas operações para lá; fundir-se com um concorrente europeu; ou vender o negócio a um grande banco americano.&nbsp;
O jornal disse ainda que o UBS já teria sido abordado por bancos americanos interessados em algum tipo de transação, mas que não está com conversas ativas ainda.&nbsp;
Há a possibilidade também de que o discurso seja apenas um blefe para convencer os legisladores a mudarem seus planos.&nbsp;
“O UBS quer ser um banco global, enquanto as pessoas na Suíça gostariam que ele fosse um banco local voltado aos pequenos comerciantes e famílias, e que atuasse como um banco de poupança local,” Stefan Legge, um professor e chefe da área de política tributária e comercial da Universidade de St. Gallen, disse ao <em>WSJ</em>. “Estamos assistindo a um jogo de resistência. Quem vai ceder primeiro?”
O WSJ notou que os parlamentares suíços argumentam que precisam tomar medidas mais rigorosas para proteger o país contra um colapso bancário que poderia desencadear uma crise da dívida soberana.
As regras atuais foram escritas depois que o UBS precisou de um resgate financeiro superior a US$ 50 bilhões na crise financeira global de 2008. Mas essas regras não foram plenamente implementadas, e se mostraram ineficazes quando o Credit Suisse entrou em crise, em 2023.
As preocupações fazem sentido. Como o <em>WSJ</em> mostrou, os US$ 1,7 trilhão em ativos do UBS equivalem a cerca de 150% do PIB suíço, enquanto os ativos do maior banco americano respondem por apenas 15% do PIB dos EUA.
Segundo o WSJ, Colm Kelleher, um ex-presidente do Morgan Stanley que é <em>chairman</em> do UBS desde 2022, “está cada vez mais favorável” à possibilidade de explorar um movimento estratégico.&nbsp;
Já o CEO Sergio Ermotti – um suíço que voltou ao UBS em 2023 para liderar a aquisição do Credit Suisse – é um pouco mais reticente. Quando assumiu o UBS, ele disse que tinha um senso de “dever nacional” – ainda que tenha suavizado o discurso nacionalista desde que o Governo começou a discutir o aumento das exigências de capital.
“Ambos desejam continuar administrando um UBS global a partir da Suíça, mas reconheceram que pode chegar um momento em que isso não seja mais possível,” disse o WSJ citando uma fonte familiarizada com a visão do banco, que disse ainda que tanto o <em>chairman</em> quanto o CEO estão “plenamente alinhados” sobre o problema.
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    </item>
    <item>
      <title>Bolsa pode receber R$ 225 bi em cenário-base de queda de juro</title>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 19:37:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/bolsa-pode-receber-r-225-bi-em-cenario-base-de-queda-de-juro</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
      <category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
      <category><![CDATA[Petrobras]]></category>
      <category><![CDATA[PRIO]]></category>
      <category><![CDATA[B3]]></category>
      <category><![CDATA[Wealth Journal]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliana Napolitano]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O BTG Pactual mapeou quais ações os estrangeiros devem comprar se o cenário de redução dos juros se concretizar no País depois da eleição de domingo. A equipe liderada por Carlos Sequeira analisou os meses em que os estrangeiros foram compradores líquidos de pelo menos R$ 5 bilhões na Bolsa brasileira.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O BTG Pactual mapeou quais ações os estrangeiros devem comprar se o cenário de redução dos juros se concretizar no País depois da eleição de domingo.
A equipe liderada por Carlos Sequeira analisou os meses em que os estrangeiros foram compradores líquidos de pelo menos R$ 5 bilhões na Bolsa brasileira.
Desde 2020, houve 26 meses com essa característica, e o banco se debruçou sobre os cinco períodos mais recentes: setembro de 2025, janeiro, fevereiro e março de 2026, e setembro de 2026.
As empresas que fazem parte do Ibovespa responderam por cerca de 93% das compras líquidas de ações com saldo mensal positivo.
Olhando no detalhe dentro do índice, os destaques foram Petrobras, Vale e Prio.&nbsp;
Neste período, a entrada líquida de capital externo somou R$ 56 bilhões. Desse total, a Petrobras atraiu cerca de R$ 18 bilhões, considerando ações ordinárias e preferenciais – ou quase um terço do total.&nbsp;
A Vale recebeu cerca de R$ 11 bilhões (19%), enquanto a Prio ficou com R$ 7 bilhões (13%). Juntas, essas três empresas concentraram quase dois terços do fluxo de recursos estrangeiros nesse período analisado.
Na sequência vieram Banco do Brasil, com aproximadamente R$ 5 bilhões; Itaúsa e o próprio BTG, com cerca de R$ 4 bilhões cada; e Eneva, com R$ 3 bilhões.
Fora do Ibovespa, os valores foram muito menores. GPS e Bradsaúde receberam aproximadamente R$ 400 milhões cada, enquanto Orizon, Sanepar e Petz/Cobasi atraíram em torno de R$ 300 milhões por empresa.
O banco também mediu as ações que mais se valorizaram naqueles períodos de forte entrada de recursos externos – aqueles 26 meses desde 2020.&nbsp;
Os destaques foram, de novo, os setores de óleo e gás e o financeiro. A Prio teve a maior valorização: a ação subiu em média 11% nesses meses, superando o Ibovespa em 6,1 pontos percentuais.&nbsp;
A PetroRecôncavo teve alta média de 9,3% e a Petrobras ON, de 9,1%. A estatal foi uma das empresas mais consistentes, batendo o Ibovespa em 73% dos meses analisados.
BTG e B3 subiram em torno de 8%, em média.&nbsp;
Embora os estrangeiros concentrem suas compras nas maiores empresas da Bolsa, uma onda de recursos também beneficiou ações domésticas mais cíclicas.&nbsp;
A Cyrela registrou uma valorização média de 7,7% nos meses de forte fluxo estrangeiro, superando o Ibovespa em 2,8 pontos percentuais.
A SmartFit teve alta média de 7,3%, enquanto C&amp;A e Assaí avançaram cerca de 9%.&nbsp;
O relatório também estimou quanto capital poderá ser direcionado para a Bolsa caso os juros realmente caiam e as perspectivas macro para o País melhorem.
Uma realocação relativamente modesta dos fundos locais – saindo do patamar atual de 8,9% para 10% – poderia levar quase R$ 100 bilhões para a B3.&nbsp;
Se a exposição voltasse aos níveis de 2020, esse fluxo chegaria a R$ 528 bilhões.
“Naturalmente, uma realocação dessa magnitude levaria alguns anos para se concretizar. Mas não ficaríamos surpresos se a participação das ações nas carteiras subisse rapidamente para 10%,” escreveram os analistas do banco.
No caso dos estrangeiros, se os fundos dedicados a mercados emergentes retomassem a exposição que tinham a ações brasileiras em abril – 6%, versus os 4,7% de agora, seriam US$ 25 bilhões (ou R$ 125 bilhões) em investimentos adicionais.
Num cenário mais otimista, em que esses fundos aumentassem a alocação no País para 8%, o fluxo chegaria a US$ 63 bilhões (R$ 315 bilhões).
Há ainda os fundos globais, que administram cerca de US$ 7 trilhões e têm uma exposição minúscula ao Brasil. Se elevassem essa participação dos atuais 0,37% para 1%, seriam outros US$ 44 bilhões (R$ 220 bilhões).
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    </item>
    <item>
      <title>Os planos da Americanas depois da RJ</title>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/os-planos-da-americanas-depois-da-rj</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Varejo & Consumo]]></category>
      <category><![CDATA[Americanas]]></category>
      <category><![CDATA[Crédito]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Ana Paula Ragazzi]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Três anos depois da descoberta da fraude contábil de R$ 20 bilhões que abalou o País, a Americanas conseguiu sair viva de seu inevitável processo de recuperação judicial. A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou na segunda-feira o fim da RJ, a pedido da companhia.&nbsp;&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Três anos depois da descoberta da fraude contábil de R$ 20 bilhões que abalou o País, a Americanas conseguiu sair viva de seu inevitável processo de recuperação judicial.
A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou na segunda-feira o fim da RJ, a pedido da companhia.&nbsp;&nbsp;
A ação da Americanas disparou 15,58% ontem, fechando o dia em R$ 6,90. O <em>market cap</em> da companhia agora é de R$ 1,4 bilhão.
O CEO Fernando Soares disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a> que a Americanas que saiu do outro lado é uma nova companhia: abriu mão de sua gigantesca operação digital – que chegou a responder por mais de 50% da receita – para concentrar-se no varejo físico, que hoje é 95% das vendas.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asu0nXfa4HWuMYo54.jpg" alt="" /></p>
“É uma companhia nova, que está usando dois ativos&nbsp; que são únicos: 50 milhões de clientes mensais e um parque de lojas físicas com capilaridade gigantesca,” disse o CEO. “Nossa nova proposta de valor é entregar a experiência de marca na loja, a alegria do cliente de pegar o produto e ver as novidades.”
A Americanas tem 1.448 lojas em mais de 800 municípios de todos os estados.&nbsp;
Soares considera que o ajuste operacional foi feito e tem a expectativa de acelerar o crescimento daqui para a frente. “A grande mudança deverá ser em tecnologia de loja e sortimento,” disse.&nbsp;
Os 50 milhões de consumidores que frequentam as lojas todo ano não eram identificados até recentemente. Agora, a empresa passou a cadastrá-los para saber quando vão às lojas e o que compram, e utiliza os dados para maximizar os negócios.
Além disso, a Americanas voltou a emitir cartão de crédito, retomou seu programa de fidelidade e reconstruiu sua oferta de produtos, ouvindo os consumidores.
O sortimento passou a ser dividido em cinco frentes: <strong>guloseimas</strong>, onde a Americanas é líder; <strong>cuidados com a casa</strong>, <strong>cuidados pessoais</strong>, <strong>brinquedos</strong> e <strong>moda conforto</strong>. Em média, cada loja conta com 14 mil SKUs, com cada vez mais curadoria e novidades, segundo o CEO.&nbsp;
“Por exemplo, identificamos que o consumidor quer maquiagem em ‘cuidados pessoais’, estamos testando a venda desses produtos numa loja no Rio. No Recife, estamos introduzindo nutrição esportiva,” disse o CEO. “Tem muita mudança acontecendo a pedido do consumidor e com a nossa curadoria, para&nbsp; continuarmos crescendo em frequência, tíquete médio e&nbsp; conversão.”
A Americanas não abandonou a operação digital, que foi remontada a partir das lojas físicas – no modelo de usar os estoques para atender o consumidor, que agora pode retirar o produto na loja. Soares diz que, na Páscoa, esse canal chegou a representar 10% das vendas; e na Copa, alcançou 20%.&nbsp;&nbsp;
A Americanas ainda dá prejuízo e consome caixa, mas as vendas por metro quadrado e o resultado operacional vêm evoluindo: em 2024, a companhia perdeu quase R$ 1,5 bilhão em resultado operacional; em 2025, foram R$ 700 milhões; e no primeiro semestre deste ano, perto de R$ 300 milhões.
Quando a companhia decidiu deixar de focar no e-commerce, mais da metade das unidades físicas dava prejuízo; hoje todas estão no azul, após ajustes que incluíram mudanças de pontos e redução de tamanho de lojas.
Agora, a saída da recuperação judicial deverá liberar a companhia para mais negócios, disse Soares.
“Temos entregado crescimentos expressivos em algumas categorias, como limpeza (70%) e bebidas (50%), além de linhas de importação. Mas esse crescimento acabava sendo limitado por alguns parceiros, que diziam que enquanto estivéssemos em RJ não poderiam aumentar o limite de crédito”, disse Soares.&nbsp; “Vai ser bem interessante, nos próximos meses, ver até onde podemos chegar sem essas travas.”
O CFO Sebastien Durchon disse que, antes mesmo da RJ,&nbsp; a empresa já via sinais de melhora na maneira como os parceiros a enxergavam: conseguiu aumentar prazos de pagamentos com vários fornecedores e emitiu uma nota comercial de R$ 100 milhões em julho do ano passado. Não há planos de acessar o mercado no curto prazo.
“A confiança de terceiros que foi destruída com uma fraude não se recupera da noite para o dia, mas estamos trabalhando com muita humildade e paciência para resgatar isso,” disse Durchon.&nbsp;
Na semana passada, a Justiça Federal do Rio aceitou denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus 12 ex-executivos da Americanas no caso da fraude bilionária que levou a empresa à RJ.&nbsp;
Fabio Medeiros, o vp jurídico da Americanas, disse que a decisão é uma vitória para a companhia.
“O aceite da denúncia significa que há elementos que demonstram que eles cometeram crimes de manipulação de mercado, falsidade ideológica e associação criminosa. Existem outros processos em andamento. Na prática, isso nos ajuda em arbitragens contra a companhia e nos fortalece em ação de responsabilidade dos administradores e em medidas que podem ser tomadas no Brasil e no exterior para reparação e bloqueio de bens,” disse.
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    <item>
      <title>Na Europa, passagens aéreas podem ter o maior aumento da história</title>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/na-europa-passagens-aereas-podem-ter-o-maior-aumento-da-historia</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Aviação]]></category>
      <category><![CDATA[Turismo]]></category>
      <category><![CDATA[Travel Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Petróleo]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Borg]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Viajar na Europa no próximo ano vai ficar mais caro – especificamente, 20% mais caro, segundo o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, que prevê o “maior aumento da história” no preço das passagens no Velho Continente para 2027. Com a alta do petróleo depois da guerra no Oriente Médio, O’Leary disse que nem mesmo este aumento de 20% nas passagens será suficiente para cobrir a conta de combustível, indicando uma redução nas margens de lucro das companhias.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Viajar na Europa no próximo ano vai ficar mais caro – especificamente, 20% mais caro, segundo o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, que prevê o “maior aumento da história” no preço das passagens no Velho Continente para 2027.
Com a alta do petróleo depois da guerra no Oriente Médio, O’Leary disse que nem mesmo este aumento de 20% nas passagens será suficiente para cobrir a conta de combustível, indicando uma redução nas margens de lucro das companhias.
O motivo para a previsão negativa é o <em>hedge </em>das empresas contra a alta do petróleo – ou a falta dele. Segundo O’Leary, a maior parte das aéreas europeias tem pouca proteção contra o petróleo em 2027. A Ryanair, a maior <em>low cost</em> da Europa, está 85% exposta no próximo ano.
Antes da guerra, que começou no fim de fevereiro, a empresa tinha um <em>hedge </em>de 80% a US$ 67 o barril até março de 2027. De abril em diante, só 15% está protegido, a US$ 85 o barril.<strong><u>&nbsp;</u></strong>
O preço do querosene de aviação mais que dobrou desde que o Estreito de Ormuz foi fechado pelo Irã em retaliação aos ataques dos EUA. O Brent está sendo negociado hoje a US$ 111.
O’Leary disse que a Ryanair seguirá lucrativa mesmo com a alta do petróleo, ainda que em patamares menores do que em anos anteriores.
Ele também prevê uma menor oferta de rotas e assentos no mercado entre o final deste ano e metade de 2027, com falências e aquisições entre as concorrentes.&nbsp;
A Air Baltic e a espanhola Volotea são as mais recentes aéreas a passar por uma reestruturação. A Lufthansa venceu a Air France-KLM na disputa por uma fatia da portuguesa TAP, e a Apollo Global Management prepara a compra da EasyJet.
A alta do petróleo afetou a ação da Ryanair, que acumula queda de 25% este ano. Caso a companhia mantenha a trajetória atual, deve ter seu pior ano desde 2018.
Outro fator que afeta os negócios da Ryanair são os aumentos de impostos em países europeus.
Na Bélgica, a Ryanair vai cortar 20 rotas e mais de 1 milhão de assentos do país no final deste ano por conta de uma alta de € 2 para € 7 na taxa de aviação cobrada por passageiro transportado. Na França, a empresa também disse que vai reduzir sua presença.
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    <item>
      <title>As razões ‘críticas’ e ‘pesadas’ da torcida de Washington por Flávio </title>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/as-razoes-criticas-e-pesadas-da-torcida-de-washington-por-flavio</link>
      <category><![CDATA[Economia]]></category>
      <category><![CDATA[Mineração]]></category>
      <category><![CDATA[Infra Journal]]></category>
      <category><![CDATA[EUA]]></category>
      <category><![CDATA[China]]></category>
      <category><![CDATA[Terras raras]]></category>
      <category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
      <category><![CDATA[Brasil]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliano Guandalini]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[É a definição de mineral crítico na prática. A indústria de alta tecnologia do Japão está prestes a ficar sem estoques do ítrio – um elemento químico usado na produção de lasers, supercondutores, ligas metálicas e eletrônicos.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[É a definição de mineral crítico na prática.
A indústria de alta tecnologia do Japão está prestes a ficar sem estoques do ítrio – um elemento químico usado na produção de lasers, supercondutores, ligas metálicas e eletrônicos.
Os japoneses estão nas mãos da China, que vem controlando as exportações de minerais críticos para preservar seus próprios estoques e usar seu domínio no suprimento desses elementos como poder de barganha nas negociações internacionais.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asnrd2a5XeQWWNE7j.jpg" alt="" /></p>
De acordo com o <em>Financial Times</em>, Tóquio recorreu a Washington e a grandes empresas americanas, pedindo ajuda diplomática para ter acesso ao mineral – sem sucesso até o momento.
“Estamos em uma situação crítica para manter o fornecimento às indústrias que dependem desses materiais,” disse ao <em>FT </em>uma autoridade do Governo japonês. “Os estoques estão diminuindo, e há um limite para os esforços de economia no uso de terras raras.”
O ‘estrangulamento’ do Japão demonstra a centralidade das terras raras na geopolítica e na economia global.
E é mais um fator que estará em jogo na eleição de domingo, nota a consultoria Gavekal num relatório publicado ontem.
“Com Flávio Bolsonaro liderando as pesquisas, há uma boa chance de o Brasil seguir outras nações latino-americanas que penderam para a direita e entrar na órbita política dos EUA,” disse o analista Tom Miller. “Washington dará uma recepção calorosa ao Brasil por várias razões estratégicas, e uma delas seria a possibilidade de ter acesso ao tesouro dos minerais críticos.”
Fora da Ásia, o Brasil é o principal produtor das terras raras pesadas – uma subcategoria dos 17 elementos desse grupo de minerais.
Para os EUA, as jazidas brasileiras são uma promissora fonte alternativa para contornar os chineses.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/aszwC1jMGN0IoSCIK.jpg" alt="" /></p>
Um Governo Flávio não constitui necessariamente um fator decisivo, uma vez que os investimentos americanos já estão acontecendo mesmo no Governo Lula.
“O que verdadeiramente importa é que os EUA estão finalmente tendo acesso a um fornecimento livre da influência chinesa,” escreveu Miller.
O Brasil é particularmente importante para a oferta de disprósio e térbio. São elementos empregados em ímãs feitos com terras raras – e são poucos os fabricantes fora da China.
Como lembra a Gavekal, o Brasil e a Austrália são os dois únicos países fora da Ásia que hoje produzem terras raras em escala comercial.
Em 2024, o Brasil respondeu por 2% da produção mundial de disprósio. A estimativa é que o percentual brasileiro chegue a 11% em 2029, segundo a Benchmark Minerals, tornando o País o maior fornecedor global depois da China.
Hoje a China mantém um virtual monopólio sobre a matéria-prima de terras raras pesadas, o que inclui a importação de países vizinhos, como Mianmar e Laos.
“O território chinês e seus estados satélites concentram cerca de 99% do processamento de terras raras pesadas e 94% da produção de ímãs permanentes de terras raras, de acordo com a Benchmark Mineral,” disse a Gavekal. “Essa situação deixa os setores americanos de tecnologia e defesa dependentes do principal concorrente estratégico de Washington.”
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as0EYioPazoaFRdlD.jpg" alt="" /></p>
Os ímãs permanentes preservam as suas propriedades magnéticas de forma contínua, sem a necessidade de fontes externas, como eletricidade. São empregados em microfones, celulares, equipamentos de ressonância magnética e inúmeros outros sistemas avançados.
O relatório destacou os projetos de exploração de<a href="https://braziljournal.com/art-of-the-deal-americanos-fecham-negocio-bilionario-por-terras-raras-do-brasil" target="_blank" rel=""> <strong><u>Serra Verde</u></strong></a>, adquirida pela americana USA Rare Earth, e de Carina, da canadense Aclara Resources – ambos em Goiás e com apoio financeiro dos EUA.
A Casa Branca – não é segredo para ninguém – torce para a vitória de Flávio. Para a Gavekal, o filho de Bolsonaro não deverá romper as relações com a China – até pela própria dimensão do comércio entre os países.
“Mas Flávio poderá facilitar a coordenação estratégica, acelerar os procedimentos de licenciamento de explorações e assinar instrumentos bilaterais que priorizem a cadeia de fornecimento americana,” disse Miller. “Para os EUA, este cenário configura uma vantagem relevante.”
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    <item>
      <title>iFood paga R$ 1 bilhão pela Caju e dobra a aposta em benefícios</title>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 19:52:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/ifood-paga-r-1-bilhao-pela-caju-e-dobra-a-aposta-em-beneficios</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Serviços financeiros]]></category>
      <category><![CDATA[iFood]]></category>
      <category><![CDATA[Estratégia corporativa]]></category>
      <category><![CDATA[Alelo]]></category>
      <category><![CDATA[Radar M&A]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[André Jankavski]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O iFood acaba de anunciar a compra da Caju – uma das principais startups de benefícios do País – dobrando o tamanho de sua operação numa área ainda dominada por incumbentes como a Alelo, Ticket e Pluxee (a antiga Sodexo). A aquisição está sendo feita pelo iFood Benefícios, e faz parte do pacote de R$ 24 bilhões em investimentos anunciado pelo iFood mês passado.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O iFood acaba de anunciar a compra da Caju – uma das principais startups de benefícios do País – dobrando o tamanho de sua operação numa área ainda dominada por incumbentes como a Alelo, Ticket e Pluxee (a antiga Sodexo).
A aquisição está sendo feita pelo iFood Benefícios, e faz parte do pacote de R$ 24 bilhões em investimentos anunciado pelo iFood mês passado.&nbsp;
As empresas não publicaram o valor do negócio, que ainda precisa do aval do CADE e do Banco Central, mas uma fonte com conhecimento da transação disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a> que a Caju foi avaliada em cerca de R$ 1 bilhão.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asw3C2gox5eCzLjR4.jpg" alt="" /></p>
Tanto a Caju quanto o iFood Benefícios movimentam cerca de R$ 1,3 bilhão por mês cada – o que, assumindo um <em>take rate</em> de 3%, dá um faturamento anual de cerca de R$ 450 milhões para cada uma.
Combinadas, elas passarão a ter 3 milhões de usuários e 135 mil empresas como clientes.&nbsp;
A transação marca uma saída eficiente para o fundador da Caju, que levantou relativamente pouco capital para construir a empresa e destravou múltiplas vezes seu <a href="https://www.fidelityprivateshares.com/blog/understanding-the-liquidation-stack-participation-and-preference" target="_blank" rel=""><strong><em><u>liquidation stack</u></em></strong></a>.
Desde a fundação da Caju em 2020, Eduardo e seu sócio Renan Mendes levantaram apenas US$ 50 milhões junto a fundos como Canary, Valor Capital Group, Caravela Capital e K1 Investment Management.
Segundo Arthur Freitas, o CEO do iFood Benefícios, o negócio é significativo pela complementaridade das companhias: enquanto o iFood Benefícios construiu sua operação aproveitando o ecossistema de restaurantes, supermercados e consumidores da plataforma, a Caju também criou uma plataforma de gestão de recursos humanos. Hoje a Caju atende 70 mil empresas e 1,3 milhão de usuários.
Nos últimos anos, a startup passou a oferecer soluções para despesas corporativas, reembolsos, adiantamentos e rotinas de RH, além de produtos financeiros como crédito consignado e contas para colaboradores.
“Nós entramos nas empresas por meio da operação de benefícios, mas continuamos nelas por meio de uma plataforma que faz muito mais coisas,” disse Eduardo.&nbsp;
Para o iFood, essa estrutura permite ampliar o relacionamento com os departamentos de RH sem precisar desenvolver todas as ferramentas do zero.
Além disso, a operação da Caju poderá aproveitar o ecossistema do iFood, que reúne mais de 500 mil restaurantes e mercados parceiros, 600 mil entregadores e 65 milhões de consumidores.
“Você tem uma capacidade de escala que permite ainda mais investimento no setor,” disse Freitas.
A consolidação acontece também num momento em que as duas empresas buscam rentabilidade.
Freitas disse que o iFood Benefícios já opera no azul, com resultados operacionais positivos tanto em 2025 quanto neste ano. A Caju, por sua vez, deve dar lucro ainda este ano.&nbsp;
Eduardo continuará na nova companhia, mas a estrutura de comando da operação combinada ainda não foi definida. As empresas pretendem divulgar o plano de integração após as aprovações regulatórias.
A aquisição ocorre num momento de transformação do mercado de benefícios, dominado historicamente por empresas como Alelo, Ticket, VR e Pluxee.
Durante décadas, essas companhias operaram principalmente com redes fechadas: os trabalhadores só podiam utilizar seus cartões nos estabelecimentos credenciados por cada operadora, que também controlava as taxas cobradas dos restaurantes e supermercados.
Esse modelo começou a ser desafiado por novos entrantes como Caju, iFood Benefícios e Flash, que apostaram em cartões com bandeiras tradicionais e redes de aceitação mais amplas.
A disputa ganhou uma nova dimensão com as mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador, o PAT.
Um decreto publicado em novembro do ano passado estabeleceu um teto de 3,6% para as taxas cobradas dos estabelecimentos e determinou a abertura dos grandes arranjos de pagamento, além da interoperabilidade entre as redes.
Na prática, as mudanças reduzem a vantagem competitiva das redes fechadas e pressionam as margens das operadoras tradicionais.
O problema é que parte importante dessas mudanças foi estabelecida por um decreto do presidente Lula, que pode ser alterado por governos futuros sem passar pelo Congresso – criando uma incerteza regulatória para as empresas do setor.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/aszFr6eqh8T5z6MWa.jpg" alt="" /></p>
As mudanças regulatórias ainda enfrentam resistência das operadoras tradicionais, que questionam aspectos das novas regras.
“Acreditamos que, independentemente do governo, não haverá retrocessos no ambiente regulatório,” disse Eduardo.
No ano passado, o iFood chegou a negociar a compra da Alelo, uma das líderes do setor, controlada por Bradesco e Banco do Brasil – num negócio que poderia chegar a R$ 5,5 bilhões.
Questionado sobre por que o iFood preferiu comprar uma <em>challenger</em> em vez de uma das operadoras tradicionais, Freitas destacou a complementaridade dos produtos e serviços.
“No momento em que a decisão passa a ser uma decisão por produto, uma decisão por serviço, vemos as duas empresas combinadas com uma capacidade de entregar todo esse valor,” disse o executivo.
O Lazard assessorou a Caju.&nbsp;
Mattos Filho e Pinheiro Neto fizeram a assessoria jurídica do iFood e do Caju, respectivamente.&nbsp;
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    </item>
    <item>
      <title>Ânima faz acordo com o Einstein. Mercado elogia mas questiona preço</title>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 15:49:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/anima-fecha-acordo-com-einstein-mercado-elogia-racional-mas-questiona-preco</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Educação]]></category>
      <category><![CDATA[Anima Educação]]></category>
      <category><![CDATA[Estratégia corporativa]]></category>
      <category><![CDATA[Hospital Albert Einstein]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Arbex]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Poucos meses depois de fechar <a href="https://braziljournal.com/anima-compra-a-fmu-por-r-410-milhoes" target="_blank" rel=""><strong><u>a aquisição da FMU</u></strong></a>, a Ânima Educação anunciou ontem um novo investimento relevante que pegou os investidores de surpresa. A dona da Anhembi Morumbi e São Judas fechou uma parceria com o hospital Albert Einstein para receber serviços de consultoria de educação médica e usar a marca do hospital – um dos mais respeitados da América Latina – nos cursos da Inspirali, sua vertical de saúde.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Poucos meses depois de fechar <a href="https://braziljournal.com/anima-compra-a-fmu-por-r-410-milhoes" target="_blank" rel=""><strong><u>a aquisição da FMU</u></strong></a>, a Ânima Educação anunciou ontem um novo investimento relevante que pegou os investidores de surpresa.
A dona da Anhembi Morumbi e São Judas fechou uma parceria com o hospital Albert Einstein para receber serviços de consultoria de educação médica e usar a marca do hospital – um dos mais respeitados da América Latina – nos cursos da Inspirali, sua vertical de saúde.
O racional da transação foi elogiado pelos analistas. O problema, para alguns, foi o preço, dado que os benefícios da aquisição ainda são difíceis de mensurar e vão depender de diversos fatores.&nbsp;
A ação da Ânima fechou em queda de 9%, num dia de alta no Ibovespa. A empresa vale R$ 2,1 bilhões na Bolsa.&nbsp;
Pelos termos do acordo, que tem duração inicial de 20 anos, a Ânima pagará R$ 150 milhões de imediato ao Einstein, além de uma comissão de 6% da receita de todos os alunos que entrarem na Inspirali após a assinatura do acordo.
Há ainda um pagamento anual adicional, entre 2027 e 2036, cujos termos não foram divulgados pelas companhias.&nbsp;
“Estamos fazendo um movimento único, irreplicável, e que coloca os nossos cursos de medicina em uma liga superior em termos de qualidade,” o CFO Átila Simões disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.
“Vamos trazer excelência acadêmica de nível internacional para os nossos cursos. O Einstein é o melhor hospital do Hemisfério Sul e o décimo sexto melhor do mundo. É um diferencial enorme.”
O CFO disse que este posicionamento premium da Inspirali será acompanhado de uma precificação equivalente; uma maior relação candidato/vaga, o que deve levar a melhores notas no Enamed; e um menor uso de financiamentos estudantis.&nbsp;
No Citi, o analista Leandro Bastos disse que, ainda que concorde com a estratégia da companhia de aumentar o valor percebido em meio a um cenário cada vez mais competitivo e regulamentado para as faculdades de medicina no Brasil, “a visibilidade sobre o <em>economics</em> marginal ainda é limitada neste momento.”
“Os retornos vão depender da habilidade da Inspirali de traduzir a taxa <em>upfront</em> e os <em>royalties</em> recorrentes em benefícios financeiros tangíveis por meio de tíquetes maiores, melhor ocupação e uma retenção mais forte, o que ainda é muito difícil de mensurar nesse estágio.”
Do ponto de vista de alavancagem, o aumento parece ser “administrável”, “mas não é bem vindo dada a complexidade e risco de execução já associado com a recente aquisição da FMU,” disse o analista.
Nas contas do BTG, a comissão de 6% que a Ânima vai pagar deve representar cerca de R$ 100 milhões/ano depois que os novos alunos substituírem completamente os alunos existentes, e assumindo que a receita atual se mantenha estável.&nbsp;
“Quando consideradas as comissões recorrentes, o pagamento <em>upfront</em> e as potenciais taxas de contingência, estimamos que o NPV total do acordo pode chegar a R$ 600 milhões, dependendo da taxa de desconto e das premissas,” escreveu Samuel Alves, que cobre a Ânima no banco.&nbsp;
No <em>sellside</em>, o analista que mais elogiou a transação foi Marcio Osako, do Bradesco BBI. Para ele, a melhoria da qualidade e a associação à marca Einstein “devem sustentar a demanda e o poder de precificação, ao mesmo tempo que reduzem os riscos regulatórios decorrentes de exigências mais rigorosas (por exemplo, a obrigatoriedade do exame Enamed para o exercício da medicina).”
O Bradesco estima que a transação pode gerar um VPL positivo de R$ 332 milhões para a companhia, equivalente a 16% de seu valor de mercado.&nbsp;
Nessa conta, ele considerou como premissas um aumento de 3% no número de alunos, a conversão de 60% dos alunos financiados para o pagamento com recursos próprios e uma diferença de 30% entre as mensalidades.
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    <item>
      <title>A tese da Brookfield: ainda tem muito telhado para a GD solar</title>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 16:03:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/a-tese-da-brookfield-ainda-tem-muito-telhado-para-a-gd-solar</link>
      <category><![CDATA[INFRA Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Setor elétrico]]></category>
      <category><![CDATA[Brookfield]]></category>
      <category><![CDATA[Crédito]]></category>
      <category><![CDATA[Infra Journal]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Luciano Costa]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[O negócio de instalação de painéis solares em telhados cresceu nos últimos anos num ritmo que surpreendeu técnicos do setor elétrico e reguladores – e está longe de se esgotar. Até porque o principal impulso para esses sistemas – conhecidos como geração distribuída de energia, ou “GD” – é o preço da conta de luz, que não vai parar de subir.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[O negócio de instalação de painéis solares em telhados cresceu nos últimos anos num ritmo que surpreendeu técnicos do setor elétrico e reguladores – e está longe de se esgotar.
Até porque o principal impulso para esses sistemas – conhecidos como geração distribuída de energia, ou “GD” – é o preço da conta de luz, que não vai parar de subir.&nbsp;
Esta é a tese da Sol Agora, uma financeira controlada pela Brookfield e 100% focada no mercado de GD. A Sol Agora já atendeu quase 90 mil clientes, a maioria deles pessoas físicas.&nbsp;
O número de sistemas solares em casas, prédios e estabelecimentos comerciais no Brasil chegou a 3,47 milhões, com 405 mil adicionados este ano. A potência instalada já é de 35,9 gigawatts, mais que duas Itaipus.&nbsp;
“Estimamos que esse mercado de crédito solar movimenta na casa de R$ 9 bilhões por ano, algo como R$ 750 milhões por mês. E ainda tem muita oportunidade,” Flávio Suchek, o CEO da companhia, disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.
A Sol Agora compete nos financiamentos solares com <em>players </em>como BV, Santander, Solfácil, Sicred, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa.&nbsp;&nbsp;
Desde sua criação, em 2022, a <em>fintech </em>já concedeu mais de R$ 2,2 bilhões em crédito, enquanto do outro lado captou R$ 3 bilhões junto a investidores institucionais por meio de FIDCs.&nbsp;
Na mais recente transação, a Sol Agora levantou R$ 600 milhões – a Brookfield ficou com a tranche mezanino – o suficiente para financiar mais 30 mil novas instalações.
A visão da companhia é de que o mercado de GD residencial é resiliente, com a demanda praticamente se estabilizando nos elevados níveis atuais mesmo diante de uma Selic alta há anos e mudanças legislativas que reduziram subsídios ao setor.
Desde 2020, a GD solar tem sido a fonte de energia com maior crescimento anual em capacidade instalada. O mercado chegou a levar um tombo em 2023, com o corte de subsídios, mas no ano seguinte já superava o nível de expansão anterior.
“A inflação da energia joga a favor. O preço dos equipamentos solares está estável, e o da energia continua subindo. Os <em>paybacks </em>estão muito bons. Hoje no Brasil um sistema de GD se paga em 3,5 a 4,5 anos. Na Alemanha isso é entre 8 e 12 anos,” disse o CEO.
Na prática, a GD antecipa para os clientes residenciais a possibilidade de fugir da espiral de alta nas tarifas das distribuidoras, algo que empresas com maior consumo já conseguem fazer ao aderir ao mercado livre de energia, disse Suchek.
“Cada vez mais os grandes consumidores estão conseguindo migrar para o mercado livre. Mas a pessoa física está presa na concessionária de energia. Uma das poucas alternativas que ela tem hoje é colocar o sistema solar.”
O Governo já aprovou uma lei que prevê a abertura do mercado livre para todos, inclusive residências, até novembro de 2028, mas para Suchek a GD continuará competitiva mesmo nesse cenário, uma vez que oferece estabilidade, enquanto a negociação de energia no mercado livre embute riscos, como a volatilidade de preços.
No caso de sistemas de GD financiados, a parcela é fixa, e os clientes da Sol Agora geralmente quitam a dívida entre 4 a 7 anos, praticamente só com a economia gerada pela autogeração.
“Depois desse período a conta de luz dele cai 80%, 90%, e o sistema dura 20 anos. Então mesmo financiado tem uma enorme geração de valor”, disse Suchek.&nbsp;
Esse modelo está por trás de uma particularidade nesse mercado: a maioria dos usuários do crédito solar financia 100% do valor da instalação, diferente de outros segmentos, como carros e casa própria.
Até por isso, mais do que uma eventual queda da Selic, a Sol Agora avalia que o principal impulso para o setor de GD voltar a acelerar virá quando o comprometimento de famílias com dívidas começar a diminuir, abrindo espaço para mais crédito.
No primeiro semestre, cerca de 33% das vendas de kits de GD foram financiadas, na comparação com um pico de 57% em 2021, segundo um estudo da consultoria Greener.&nbsp;
Segundo Suchek, o apetite dos financiadores pelo crédito solar tem se retraído diante do cenário macroeconômico mais complexo, e a própria Sol Agora “deu uma segurada no risco” para manter os índices de inadimplência sob controle.&nbsp;
“Quando cair o comprometimento da renda, que está em níveis recorde, vai estimular todo mundo a ter mais apetite. E aí essa participação dos financiamentos vai aumentar para 40%, 45%. E o crédito é um catalisador da venda, então isso deverá turbinar o mercado.”
Enquanto isso, outras estratégias da Sol Agora para impulsionar sua carteira incluem o aumento do tíquete médio com a inclusão de baterias nos kits solares e a ampliação de suas transações com pequenas e médias empresas.
“Queremos diversificar, mas diversificar dentro do solar”, disse Suchek.
Ele acredita que os projetos com baterias devem inclusive começar a ser incentivados pela regulação em algum momento, a exemplo do que ocorreu em outros países, como forma de controlar o excesso de geração registrado durante o dia devido à disseminação da GD.&nbsp;
No momento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem sido pressionada por grandes elétricas a incluir a GD em cortes de geração que ocorrem quando há sobreoferta na rede, mas ainda há discussões sobre como isso poderia ser feito – e até sobre se seria juridicamente possível.
Isso deixa alguma incerteza no ar sobre o setor, mas para o CEO da Sol Agora esse não é o cenário base – ele avalia que cortes de GD nos telhados seriam de difícil viabilização – tanto operacional quanto politicamente.
Até por envolver milhões de pessoas físicas (leia-se eleitores) e uma enorme cadeia de negócios associada, como montadores e distribuidores de equipamentos, a indústria de GD ganhou força no Congresso, e em diversas ocasiões conseguiu mobilizar parlamentares contra projetos que poderiam prejudicar o setor.
Com sua aposta de que o setor continuará crescendo, a Sol Agora também acaba de lançar uma <em>asset </em>própria para gerir seus próximos FIDCs, a Sol Tempus Capital, visando verticalizar a operação e capturar mais valor.
A meta da companhia é que a nova <em>asset </em>feche o ano com R$ 800 milhões sob gestão e alcance R$ 1,5 bilhão em 2027.&nbsp;
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