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    <title>Brazil Journal - Latest news</title>
    <description>Quem faz o PIB lê.</description>
    <link>https://braziljournal.com</link>
    <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 16:54:00 +0000</pubDate>
    <language>pt-BR</language>
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      <title>Brazil Journal</title>
      <link>https://braziljournal.com</link>
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    <item>
      <title>A AI pode ter consciência? A Anthropic tentou convencer o Papa</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 16:52:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/a-ai-pode-ter-consciencia-a-anthropic-tentou-convencer-o-papa</link>
      <category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
      <category><![CDATA[AI Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Vaticano]]></category>
      <category><![CDATA[Mercado de ideias]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliano Guandalini]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[“Nesta era da inteligência artificial, é urgente distinguir a arte humana daquilo que as máquinas produzem,” disse o Papa Leão XIV. Em um comentário postado nas redes sociais na semana passada, o Pontífice mais uma vez procurou traçar uma linha bem definida separando as realizações dos seres humanos das da inteligência artificial.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[“Nesta era da inteligência artificial, é urgente distinguir a arte humana daquilo que as máquinas produzem,” disse o Papa Leão XIV.
Em um comentário postado nas redes sociais na semana passada, o Pontífice mais uma vez procurou traçar uma linha bem definida separando as realizações dos seres humanos das da inteligência artificial.
“Existe uma diferença ontológica [relativa ao próprio ser] – anterior até mesmo à estética – entre arte e o que uma máquina pode gerar por meio de cálculos estatísticos baseados em milhões de imagens criadas por outras pessoas,” disse o Papa. “Aos algoritmos, falta a centelha da humanidade.”
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asMmoECkD0sfjOVL4.jpg" alt="" /></p>
Os comentários ecoam a<a href="https://braziljournal.com/papa-pede-ai-com-dignidade-e-nao-uma-nova-torre-de-babel/" target="_blank" rel=""> <strong><u>encíclica </u><em><u>Magnifica Humanitas</u></em></strong></a>, publicada em maio, em que o líder da Igreja Católica afirmou que seria um “equívoco equiparar esta ‘inteligência’ à humana.”
Para o Papa, <a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/encyclicals/documents/20260515-magnifica-humanitas.html" target="_blank" rel=""><strong><u>os sistemas de AI</u></strong></a> “sequer possuem uma consciência moral: não julgam o bem e o mal, não captam o sentido último das situações, não assumem o peso das consequências.”
“Podem imitar linguagens, comportamentos, avaliações, podem simular empatia ou entendimento, mas não compreendem o que produzem, porque não penetram o horizonte afetivo, relacional e espiritual no qual o ser humano se torna sábio,” disse Leão XIV.
O documento resultou da interação de estudiosos católicos com pesquisadores de AI – e um dos mais proeminentes consultores foi Christopher Olah, da Anthropic, que esteve ao lado do Papa na cerimônia de divulgação da encíclica. (Olah foi convidado a falar no evento, mesmo se declarando ateu.)
O que se sabe agora, no entanto, é que Olah por pouco não abandonou a contribuição – justamente porque tentou convencer o Papa, sem sucesso, de que as máquinas podem, sim, ter consciência.
Uma<a href="https://www.nytimes.com/2026/09/29/us/anthropic-claude-morals-ai.html" target="_blank" rel=""> <strong><u>reportagem do </u><em><u>New York Times</u></em></strong></a> revelou que houve tensões nos bastidores.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/ascaConprpo0RlrVk.jpg" alt="" /></p>
Antes da publicação, Olah analisou rascunhos da encíclica e tentou convencer os assessores do Papa a reconsiderar a afirmação de que a AI não pode ser consciente. Ele argumentou que modelos avançados demonstram “evidências de introspecção” e “estruturas que espelham resultados da neurociência humana.”
Olah, de 36 anos, é um dos sete fundadores da Anthropic, a criadora do Claude. Natural de Toronto, é um destacado pesquisador de redes neurais e <em>machine learning </em>que já trabalhou no Google e na OpenAI.
Na Anthropic, lidera as pesquisas em ‘interpretabilidade mecanicista’, uma área em segurança de AI focada na engenharia reversa de redes neurais. Com sua equipe, tem se dedicado a desenvolver modelos que sigam um código moral que não coloque a humanidade em risco.
De acordo com a reportagem do <em>Times</em>, no ano passado Olah começou a procurar pensadores religiosos de diferentes credos. As reuniões foram sigilosas, e os participantes tiveram que assinar acordos de confidencialidade que os impediam de divulgar qualquer pesquisa inédita da Anthropic.
No cerne das discussões estava a possibilidade de os sistemas de AI terem consciência. Os pesquisadores da Anthropic pretendem treinar as máquinas para ‘fazer o bem’ a partir de séculos de sabedoria moral humana.
“O raciocínio de Olah era que, se for possível fazer com que os próprios modelos escolham o bem, o mundo seria mais seguro,” disse a reportagem do <em>Times</em>.
Esse tipo de ideia está alinhada com o altruísmo efetivo – uma corrente filosófica e movimento social bastante influente entre os executivos e pesquisadores do Vale do Silício.
Aplicada à AI, o objetivo seria buscar os resultados coletivos mais favoráveis e de maneira impessoal, sem favorecer grupos específicos, bem como prevenir ameaças existenciais decorrentes da ação de sistemas desalinhados que possam causar danos extensos ou irreversíveis.
Muitos dos religiosos teriam saído dos encontros com a impressão de que os pesquisadores da Anthropic estavam na verdade mais interessados em ‘fazer o bem’ para o Claude.
Para além de questões morais e de fé, especialistas em AI consideram arriscada a ambição de programar as máquinas para ‘fazer o bem’ – seja lá o que isso possa significar em termos concretos.
Mustafa Suleyman, o CEO da Microsoft AI, disse recentemente que compartilha com a Anthropic as preocupações quanto à segurança da AI, mas apontou riscos na maneira como a empresa desenvolve o Claude com base em ideias relacionadas à consciência e a interesses de bem-estar.
Segundo Suleyman, esse tipo de treinamento poderia comprometer a própria capacidade da humanidade de controlar sistemas superinteligentes.
“Estamos todos focados no mesmo objetivo, que é tentar controlar a superinteligência”, Suleyman disse à <em>Reuters</em>. “Acredito que esse será o maior desafio que enfrentaremos no século XXI.”
Suleyman, que foi um dos fundadores da DeepMind, afirmou que treinar o Claude com esse tipo de conteúdo poderá torná-lo ainda mais difícil de ser “desligado ou controlado.”
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asBciZSkRl8pQPxQ9.jpg" alt="" /></p>
Em um <a href="https://mustafa-suleyman.ai/a-warning-about-model-welfare" target="_blank" rel=""><strong><u>texto em seu blog</u></strong></a>, o executivo da Microsoft afirmou que os sistemas de AI “não têm direitos, sentimentos ou consciência. E não devemos treiná-los para agir como se os tivessem.”
Em sua opinião, a Anthropic errou ao incluir especulações sobre consciência no Claude e disse que as declarações do modelo sobre sentimentos ou questões morais não podem ser tratadas como evidências independentes.
“Não existe uma expressão independente neutra,” afirmou. “Há apenas reflexos de como o sistema de AI foi treinado e construído.”
Ou, como disse o Papa Leão XIV, “falta aos algoritmos a centelha humana.”
Mas nos laboratórios do Vale, há evangelistas dedicados a provar errados os descrentes na possibilidade de as máquinas terem consciência. Pretendem até ensinar a missa ao Papa.
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    <item>
      <title>A Starlink Mobile está chegando – e as grandes telecoms sentiram</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceCbXOrjXI at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 15:08:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/a-starlink-mobile-esta-chegando-e-as-grandes-telecoms-sentiram</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Telecom]]></category>
      <category><![CDATA[Starlink]]></category>
      <category><![CDATA[EUA]]></category>
      <category><![CDATA[Verizon]]></category>
      <category><![CDATA[T-Mobile]]></category>
      <category><![CDATA[SpaceX]]></category>
      <category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
      <category><![CDATA[Tecnologia & Internet]]></category>
      <category><![CDATA[AT&T]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Matheus Prado]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A SpaceX comprou ontem um portfólio de licenças de espectro de baixa frequência que deve viabilizar a Starlink Mobile como uma operadora nos EUA, assustando as incumbentes. As ações da Verizon, T-Mobile e AT&amp;T recuaram 6% depois da notícia, enquanto os papéis de empresas de infraestrutura terrestre como Crown Castle e American Tower subiram 9% e 6%, respectivamente.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A SpaceX comprou ontem um portfólio de licenças de espectro de baixa frequência que deve viabilizar a Starlink Mobile como uma operadora nos EUA, assustando as incumbentes.
As ações da Verizon, T-Mobile e AT&amp;T recuaram 6% depois da notícia, enquanto os papéis de empresas de infraestrutura terrestre como Crown Castle e American Tower subiram 9% e 6%, respectivamente.
As licenças, compradas ao VC temático Grain Management, têm abrangência nacional e totalizam até 14 MHz de espectro na faixa de 800 MHz.&nbsp;
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asITA0z0l6sK9Mf0t.jpg" alt="" /></p>
Segundo a SpaceX, trata-se de um “espectro privilegiado de baixa frequência” que abrirá caminho para que a Starlink Mobile se torne “uma grande operadora de telefonia móvel nos EUA”.
Por enquanto, Verizon (147 milhões), T-Mobile (143) e AT&amp;T (121) têm mais de 100 milhões de clientes cada. A Starlink, zero.
O Citi disse que as incumbentes ainda têm um curto prazo sólido graças “ao alongamento do ciclo de substituição de aparelhos e à menor rotatividade de clientes,” segundo a <em>Barron’s</em>.
Mas agora a empresa de Elon Musk vai poder dizer que usa tecnologias terrestres e de satélite para entregar a melhor banda larga móvel de alta velocidade aos clientes americanos.
Uma coisa é verdade: tanto a demanda por telefonia celular quanto a comunicação via satélite estão crescendo – e o mercado tende a ficar mais acirrado à medida que a disponibilidade de espectro diminui.
O Brasil é um dos três maiores mercados globais da Starlink, dizem analistas do UBS – que acreditam que a SpaceX poderia adquirir espectro terrestre diretamente da Anatel caso queira entrar no mercado nacional.
A faixa de 850 MHz é a mais relevante para a empresa no Brasil, pois representaria o equivalente mais próximo aos ativos na faixa de 800 MHz adquiridos recentemente pela empresa nos EUA.
O UBS disse ter encontrado “evidências substanciais de que a SpaceX está buscando oferecer conectividade móvel no Brasil por meio de iniciativas de D2D (Direct-to-Device) e de uso de espectro via satélite”.
Todavia não há confirmação de que a empresa pretende replicar o modelo americano no Brasil.
A Verizon vale US$ 180 bilhões na Bolsa, a T-Mobile, US$ 168 bilhões, e a AT&amp;T, US$ 156 bilhões.
A SpaceX vale US$ 2,2 trilhões.
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    </item>
    <item>
      <title>OPINIÃO. Dicas práticas de como falar com o investidor global</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceErQ8Q8Kc at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 16:53:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/opiniao-dicas-praticas-de-como-falar-com-o-investidor-global</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Mercado de ideias]]></category>
      <category><![CDATA[Brasil]]></category>
      <category><![CDATA[Diplomacia]]></category>
      <category><![CDATA[Investimentos]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Lucas de Aragão]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Há mais de vinte anos converso diariamente com investidores internacionais sobre o Brasil. Entre os clientes da Arko Advice estão sete dos dez maiores fundos do mundo em ativos sob gestão. Só na semana desta eleição, falei com centenas de gestores em eventos organizados pela Arko e por instituições financeiras, como o Bank of America e o Banco Safra.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Há mais de vinte anos converso diariamente com investidores internacionais sobre o Brasil. Entre os clientes da Arko Advice estão sete dos dez maiores fundos do mundo em ativos sob gestão.
Só na semana desta eleição, falei com centenas de gestores em eventos organizados pela Arko e por instituições financeiras, como o Bank of America e o Banco Safra.
Essa rotina me convenceu de que o País conversa mal com quem pode investir aqui.
O Brasil divulga indicadores e publica relatórios sobre a dívida. Mais difícil é acompanhar as oportunidades de investimento e as mudanças regulatórias. Também falta clareza sobre <em>como</em> as decisões são tomadas, o que está por vir e sobre o que ainda está pendente.
Reunir essas informações encarece a análise de um projeto e pode adiar uma decisão de investimento. Na disputa por capital em setores como infraestrutura, data centers e minerais críticos, em que o Brasil concorre com México e Índia, isso pesa.
O português também dificulta o acompanhamento cotidiano do País por parte do investidor estrangeiro. Traduzir documentos ajuda, mas é preciso selecionar o que interessa a esse público e fazer a informação chegar até ele.
O Brasil depende de intermediários, como consultorias e bancos brasileiros com presença internacional. Escrevo como um deles, e parte do que proponho adiante reduziria essa dependência.
A imprensa internacional cumpre um papel importante, mas sua pauta privilegia os grandes acontecimentos e as crises. Não cabe ao jornal acompanhar cada mudança regulatória. Muitos temas menores, relevantes para quem investe no País, ficam sem cobertura.
Costumo dizer que, visto de fora, o Brasil parece um jogo da Série C. Só vira notícia quando o alambrado cai, ou quando um cachorro invade o gramado.
Há iniciativas do governo para preencher parte desse espaço. A Apex promove investimentos e o BNDES divulga projetos e concessões. O Itamaraty, por sua vez, mantém setores comerciais nas embaixadas.
Na minha experiência com investidores, porém, essas iniciativas ainda chegam de forma dispersa. Falta coordenação para que informações relevantes circulem com regularidade, acompanhadas de explicações sobre o que muda para quem pretende investir.
O caso mais recente é o do Redata, o regime tributário especial para data centers sancionado em setembro. Recebi mais de uma dezena de pedidos de conversa de fundos soberanos, fundos de pensão e gestoras querendo entender a medida.
A lei remete à regulamentação das condições de habilitação e os detalhes das contrapartidas. Uma comunicação melhor não elimina essa indefinição, mas pode explicar o que já está decidido, o que falta decidir, quem responde por isso e qual é o calendário previsto. É este acompanhamento que deveria chegar ao investidor sem que ele precisasse ir atrás.
O Brasil tem um ativo para fazer esse trabalho: uma diplomacia sofisticada e uma ampla rede de embaixadas e consulados. Os setores de promoção comercial e investimentos já prestam assistência a empresas estrangeiras. Essa rede poderia ser mais usada para manter contato regular com os gestores que decidem a alocação de capital em infraestrutura e energia.
Deixo quatro sugestões ao próximo Presidente.
<strong>Uma central de informação no Planalto.</strong> Cada ministério enviaria as novidades de interesse do investidor, como um leilão ou uma mudança regulatória. Uma pequena equipe editorial reuniria esse material em um boletim semanal, o <em>What's Happening in Brazil</em>, inicialmente em inglês, com versões em outros idiomas conforme o público. Leis e decretos relevantes ganhariam nota técnica em inglês em até 48 horas. Haveria também relatórios setoriais bimestrais, em séries como <em>What's Happening in Brazil Infrastructure</em> ou <em>Energy</em> <em>and Renewables</em>. Eles trariam oportunidades, prazos e pendências, porque o investidor desconta propaganda com facilidade.
<strong>Um portal único.</strong> O <em>Investing in Brazil</em> reuniria o que hoje está espalhado pelos canais do BNDES, dos ministérios e dos estados: leilões, concessões, projetos e mudanças regulatórias em discussão no Executivo e no Congresso.
Cada oportunidade teria informações padronizadas, estágio de aprovação e um contato responsável. Um painel desatualizado faz mais mal do que bem, e por isso o portal precisa de dono e de rotina de atualização. Seria um portal único de informação, atualizações e oportunidades de investimentos no Brasil.
<strong>Uma rede de distribuição.</strong> Embaixadas e consulados manteriam contato com empresas e gestoras interessadas no Brasil e enviariam informações conforme o setor e o perfil de cada investidor. O material também chegaria às embaixadas estrangeiras em Brasília e às câmaras de comércio bilaterais. O trabalho seria avaliado pelas dúvidas respondidas e pelos contatos que avançassem para a análise de projetos. Mandar e-mail para uma lista enorme, por si só, diz pouco. Precisa ter frequência, padronização e espaço para que as dúvidas sejam respondidas.
<strong>Canais de conversa.</strong> A Fazenda manteria um canal permanente para responder a investidores estrangeiros e faria, a cada dois meses, encontros com os ministérios responsáveis pelos temas em pauta, no formato de uma teleconferência de resultados.
A cada seis meses, as representações brasileiras em centros como Nova York, Londres, Abu Dhabi e Singapura organizariam eventos presenciais com a Apex, reguladores, bancos e governos estaduais. Investidores interessados no Brasil seriam convidados. Os eventos podem ser macro ou temáticos, dependendo da circunstância do momento. Analistas independentes fariam a avaliação política e econômica. As perguntas dos investidores orientariam os boletins e relatórios seguintes.
A coordenação ficaria com alguém no Planalto com experiência na relação com o setor produtivo, apoiado pelo Itamaraty e pela Apex. Essa pessoa cobraria respostas dos ministérios e garantiria que as representações no exterior recebessem as informações a tempo de usá-las. O Reino Unido oferece uma referência com o <a href="https://www.gov.uk/government/organisations/office-for-investment" target="_blank" rel=""><strong><u>Office for Investment</u></strong></a>, que reúne órgãos do governo para atrair investimentos e ajudar a remover obstáculos à sua realização.
Informação não substitui fundamentos fiscais nem instituições. Ajuda, porém, a evitar que o investidor descarte uma oportunidade por não conseguir entendê-la. É algo que já vi acontecer muitas vezes nos últimos anos.
O trabalho pode começar no primeiro mês do próximo mandato, reunindo os canais que já existem e definindo quem responde por cada assunto.
<em>Lucas de Aragão é mestre em Ciência Política e sócio da Arko Advice.</em>
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    </item>
    <item>
      <title>OPINIÃO. Os três terremotos desta eleição</title>
      <guid isPermaLink="false">/cejXf2ySiW at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 16:54:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/opiniao-os-tres-terremotos-desta-eleicao</link>
      <category><![CDATA[Poder]]></category>
      <category><![CDATA[Mercado de ideias]]></category>
      <category><![CDATA[Brasil]]></category>
      <category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Alexandre Ostrowiecki]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A direita venceu o primeiro turno de domingo. Isso o leitor já sabe. O que vale a pena entender é <em>por que ela venceu</em>, e de quem tirou os votos. As duas respostas, reconstruídas a partir de um levantamento do Ranking dos Políticos sobre os resultados nas 27 unidades da federação, dizem mais sobre o Brasil de 2027 do que qualquer manchete de segunda-feira.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A direita venceu o primeiro turno de domingo. Isso o leitor já sabe. O que vale a pena entender é <em>por que ela venceu</em>, e de quem tirou os votos.
As duas respostas, reconstruídas a partir de um levantamento do Ranking dos Políticos sobre os resultados nas 27 unidades da federação, dizem mais sobre o Brasil de 2027 do que qualquer manchete de segunda-feira.
Comecemos pela força mais profunda. Parte da esquerda saiu da eleição falando em revolução de extrema direita. Falar em revolução até faz sentido. O alvo é que está completamente equivocado.
Imagine um restaurante em que você tem que plantar o alimento, colhê-lo, cozinhá-lo – e ainda tem que pagar R$ 100 por pessoa para comer.&nbsp;
A comida que você preparou não vem para a sua mesa. Vai para uma sala fechada, com segurança na porta, onde um grupo pequeno se serve de lagosta e champanhe. Para você e seus filhos, chega apenas o resto do arroz e feijão. E chega a conta. O Brasil é esse restaurante, e a revolução de domingo não foi dos ricos nem das elites. Foi dos pagadores de conta.
Quem são eles?
O motorista de aplicativo de Goiânia, a cabeleireira gaúcha, o microempreendedor de São Paulo, o operário catarinense. Gente que nos últimos anos viu os juros entre os maiores do mundo encarecerem o carro, a máquina e o estoque, as famílias baterem recorde de endividamento, as empresas quebrarem em ritmo também recorde, a carga tributária atingir o maior patamar da história e a dívida pública disparar – sinal de que a conta ainda vai crescer.
É o mesmo cidadão que, depois de pagar tudo isso, enfrenta a fila do posto de saúde, vê a escola do filho caindo aos pedaços e ouve tiroteio no bairro. A prova de que foi essa gente que virou a mesa está no mapa do voto, como mostrou o jornalista Pedro Dória. Lula venceu nos bairros elitizados de São Paulo e do Rio de Janeiro, redutos de profissionais liberais de viés de esquerda. Venceu também na classe E, entre quem depende de auxílio do governo para ter o que comer. E perdeu em todas as demais faixas de renda, <em>exatamente as que carregam o piano</em>.
Essa frustração encontrou um segundo alvo: o Supremo Tribunal Federal.
Para o pagador de conta, a Corte deixou de ser percebida como árbitro e passou a ser vista como tropa de choque do governo. O raciocínio do eleitor é simples e difícil de rebater: o Supremo protegeu a si mesmo, com ministros citados nas investigações do Banco Master e um relator afastado por conflito de interesse familiar, sem consequência alguma.
O Senado protegeu a si mesmo, engavetando os pedidos de impeachment. E a mesma Corte colocou na cadeia Jair Bolsonaro, o principal opositor do governo. Ninguém imagina que o STF esteja do lado de quem ele prendeu. Logo, na cabeça de quem paga a conta, só restava um lado para ele estar.
O <a href="https://worldjusticeproject.org/rule-of-law-index/about" target="_blank" rel=""><strong><u>World Justice Project</u></strong></a>, que mede o Estado de Direito em todo o mundo, colocou o Brasil em penúltimo lugar em imparcialidade da Justiça. O eleitor respondeu nas urnas, e essa resposta se desdobra em três deslocamentos sísmicos do poder.
O <strong>primeiro terremoto</strong> é contraintuitivo: a direita cresceu em cima do Centrão, e não da esquerda. O PL ganhou 22 deputados, o Podemos 15, o Novo 7. São 44 cadeiras a mais para a direita de bandeira.
O União Brasil perdeu 13, o PP perdeu 6, o MDB perdeu 6. O eleitor migrou do partido do prefeito para o partido da ideia.
A esquerda, somada, teve saldo zero: o PT ganhou 3 cadeiras, o PCdoB 5, e quem desabou foi o PDT, que perdeu 11 e praticamente deixou de existir como força nacional.
A esquerda não encolheu: reorganizou-se em torno do PT, que mantém 70 deputados e 9 senadores. O problema petista não está no Congresso. Está no Planalto, onde Lula chega ao segundo turno em desvantagem. A terceira via, de quem se esperava mais, somou 7,6% dos votos para presidente.
O <strong>segundo terremoto</strong> foi no Senado. O PL ganhou 15 cadeiras no Senado e chega a 28, a maior bancada da Casa. O União perdeu 7, o PSD perdeu 5. Quarenta dos 54 eleitos são novos.
Mas o número que define o próximo biênio é outro: segundo a apuração do Ranking, 54 dos 81 senadores já declararam apoio ao impeachment de ministros do STF. A condenação exige dois terços da Casa. Dois terços de 81 são exatamente 54.
Foi uma derrota clara para a Corte, e o que vem pela frente é uma agenda de contenção: limite a decisões monocráticas, mandatos para ministros, revisão de competências.
Quem controla essa pauta é a disputa de fevereiro. Davi Alcolumbre saiu enfraquecido: perdeu o governo do Amapá, não elegeu senador em casa e viu seu partido encolher. O PL terá candidato à presidência do Senado, com Rogério Marinho e Tereza Cristina entre os cotados. Quem ocupar a cadeira decide se o impeachment vai a voto.
O <strong>terceiro terremoto</strong> é estrutural. O bolsonarismo deixou de ser um homem e virou uma organização. Flávio disputa a Presidência. Michelle é senadora pelo Distrito Federal; Carlos, por Santa Catarina. Jair Renan Bolsonaro é deputado federal pelo mesmo estado, e Renato, por São Paulo. Cinco membros da família, cinco mandatos.
E a base já não depende deles: em quase todos os estados, o deputado mais votado é um nome jovem da direita digital. Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato passaram de 3 milhões de votos cada.
Nos estados, o quadro é coerente. PL, Republicanos e PP elegeram dez governadores no primeiro turno e lideram em quatro dos sete segundos turnos.
Se confirmarem, terão 14 dos 27 estados, com o eixo econômico inteiro: São Paulo, Minas, Rio, Paraná, os três do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O PSD foi o vencedor silencioso do centro, com quatro governos e presença no segundo turno do Amazonas. O PT manteve seus três estados, todos no Nordeste, todos por reeleição apertada. O União Brasil, a maior bancada da Câmara em 2022, não elegeu governador algum.
Resta a pergunta que vai definir os próximos quatro anos, e que o PL ainda não respondeu. Com 121 deputados e 28 senadores, o partido é um bloco ideológico ou um Centrão com outra camisa?
Se votar com disciplina, o Brasil terá algo que nunca teve: uma direita organizada no Congresso, capaz de pautar reformas de Estado com coerência. Se cada parlamentar votar conforme a emenda e o cargo, nada mudou. Apenas trocou a sigla.
A esquerda pode chamar isso de contrarrevolução. O cidadão que preparou a comida e pagou a conta tem outro nome. Está dizendo que a conta chegou.
<em>Alexandre Ostrowiecki é presidente do conselho do Grupo Multilaser e fundador do Ranking dos Políticos.</em>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>LLMs ‘open-weight’ ameaçam chineses e Big Techs</title>
      <guid isPermaLink="false">/cev3tmgxoO at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 16:24:10 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/llms-open-weight-ameacam-chineses-e-big-techs</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[AI Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Tecnologia & Internet]]></category>
      <category><![CDATA[Anthropic]]></category>
      <category><![CDATA[OpenAI]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliano Guandalini]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[<p><span>A Reflection AI, uma startup americana fundada por dois ex-pesquisadores do Google DeepMind, acaba de lançar um novo modelo aberto de inteligência artificial que promete ser tão competitivo quanto os chineses – e bem mais barato que os serviços da Anthropic e da OpenAI.</span></p> <p><span>Chamado de Beam, o modelo foi programado para o mercado corporativo e desenvolvedores de código – particularmente na criação e aplicação de agentes de de AI.</span></p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><span>A Reflection AI, uma startup americana fundada por dois ex-pesquisadores do Google DeepMind, acaba de lançar um novo modelo aberto de inteligência artificial que promete ser tão competitivo quanto os chineses – e bem mais barato que os serviços da Anthropic e da OpenAI.</span></p>
<p><span>Chamado de Beam, o modelo foi programado para o mercado corporativo e desenvolvedores de código – particularmente na criação e aplicação de agentes de de AI.</span></p>
<p><span>Segundo a empresa, o sistema desempenha tão bem quanto os melhores chineses, como os da DeepSeek e da Moonshot, e custa uma fração do cobrado pelos LLMs da Anthropic e OpenAI.</span></p>
<p><span>Fundada em 2024, a Reflection tem em seu </span><em><span>captable </span></em><span>financiadores como a Nvidia e a Sequoia. A startup acaba de fechar uma nova rodada a um </span><em><span>valuation pre-money </span></em><span>de US$ 25 bilhões, mas não disse o valor levantado.</span></p>
<p><span>A Reflection afirmou que divulgará em breve os pesos e detalhes técnicos completos do Beam.</span></p>
<p><span>Entre os LLMs, os </span><em><span>open-weight</span></em><span> são o equivalente dos softwares </span><em><span>open source</span></em><span>. A arquitetura e os parâmetros ficam abertos publicamente, permitindo que outros desenvolvedores baixem os modelos e façam suas próprias adaptações.&nbsp;</span></p>
<p><span>A Anthropic e a OpenAI mantêm fechados os seus modelos, buscando capturar o máximo de valor possível, e hoje abocanham a maior parte da receita do mercado de AI.</span></p>
<p><span>Mas os modelos abertos vêm conquistando espaço e adeptos em todo o mundo – o que pode colocar em xeque os </span><em><span>valuations </span></em><span>das duas atuais líderes.</span></p>
<p><span>Os modelos </span><em><span>closed-weight, </span></em><span>como o ChatGPT e o Claude, podem ser acessados apenas nas nuvens proprietárias de seus fornecedores ou por meio de APIs específicas.</span></p>
<p><span>Uma das maneiras de medir o aumento na popularidade dos </span><em><span>open-weight </span></em><span>é que eles já usam quase 80% das tokens (unidades de informação processadas). No início do ano, eram os fechados que usavam 80% do total.&nbsp;</span></p>
<p><span>A francesa Mistral também acabou de lançar um novo modelo, e o </span><em><span>pitch </span></em><span>é o mesmo da Reflection: desempenhar como os melhores chineses abertos, custando uma fração dos americanos fechados.</span></p>
<p><span>O Mistral Large 4 (ML4), também chamado de </span><em><span>le Chonk</span></em><span>, foi desenhado para ser particularmente eficiente em segurança cibernética, programação e finanças.</span></p>
<p><span>Considerada a única startup de AI de primeiro time da Europa, a Mistral captou em setembro € 3 bilhões em uma Série D, segundo a </span><em><span>CNBC, </span></em><span>a um </span><em><span>valuation </span></em><span>de € 21 bilhões.</span></p>
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    </item>
    <item>
      <title>Priner quer R$ 220 milhões para crescer em mineração</title>
      <guid isPermaLink="false">/ce6HHywNbt at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:38:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/priner-quer-r-220-milhoes-para-crescer-em-mineracao</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Follow-on & Block trade]]></category>
      <category><![CDATA[Priner]]></category>
      <category><![CDATA[Mineração]]></category>
      <category><![CDATA[Estratégia corporativa]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Arbex]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A Priner anunciou um aumento de capital de até R$ 220 milhões, buscando se preparar para uma nova pernada de crescimento no segmento de ‘operações minerárias’, o que mais cresce dentro da companhia.&nbsp; O aumento de capital será feito apenas junto à base de acionistas da companhia de serviços industriais e de mineração, que terão o direito de preferência para subscrever as novas ações.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A Priner anunciou um aumento de capital de até R$ 220 milhões, buscando se preparar para uma nova pernada de crescimento no segmento de ‘operações minerárias’, o que mais cresce dentro da companhia.&nbsp;
O aumento de capital será feito apenas junto à base de acionistas da companhia de serviços industriais e de mineração, que terão o direito de preferência para subscrever as novas ações.&nbsp;
Caso os acionistas não exerçam a totalidade dos direitos, as sobras serão vendidas no mercado.&nbsp;
O aumento será de no mínimo R$ 100 milhões (um montante que é atingido com 45% da base subscrevendo), podendo chegar a R$ 220 milhões caso todos os acionistas exerçam seu direito.
Os maiores acionistas da companhia hoje são a Absolute e a Alpha Key, com 14% do capital cada, e a Leblon Equities, um acionista histórico da empresa que tem 8% das ações.&nbsp;
O CFO Taryn Silvestre disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a> que a Priner tem crescido muito no segmento de mineração, em que ela opera toda a mina para mineradoras (incluindo a perfuração e o transporte do minério), o que demanda altos investimentos em equipamentos e capital de giro.
Junto com o anúncio do aumento de capital, a companhia anunciou que seu <em>backlog</em> de novos contratos cresceu em R$ 1,8 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão vieram das operações minerárias. O <em>backlog</em> total agora é de R$ 5 bilhões.
Esses novos contratos em operações minerárias são de 5 anos e, portanto, adicionam R$ 300 milhões/ano de receita para a companhia.
“Para esses R$ 1,5 bi já temos o capital necessário, mas temos um <em>pipeline</em> comercial em prospecção nesse segmento de cerca de R$ 20 bilhões. A ideia do aumento de capital é trazer o <em>equity</em> para se preparar para uma nova pernada de crescimento,” disse o executivo.
Para os R$ 1,5 bi de <em>backlog</em> novo, o CFO disse que a Priner precisará investir R$ 250 milhões em capex,&nbsp; comprando caminhões, escavadeiras e perfuratrizes, e outros R$ 50 milhões em capital de giro.
Se levantar os R$ 220 milhões no aumento de capital, a companhia estaria preparada para atender outros R$ 3 bi de contratos – considerando uma alavancagem de 2x, ou seja, outros R$ 440 mi em dívidas.
Segundo ele, o <em>target</em> de R$ 3 bi em novos contratos é factível considerando a conversão histórica da companhia no segmento. Este ano, por exemplo, 15% do <em>pipeline</em> comercial se converteu em contratos.&nbsp;
“Se a conversão for um pouco pior, pode ser que não seja exatamente R$ 3 bi, mas também temos outros negócios e podemos sempre olhar para M&amp;As,” disse ele.
A Priner – que nasceu de um <em>spinoff </em>da Mills em 2012 e fez seu IPO em 2020 – entrou no segmento de operações minerárias no ano passado com a aquisição de 60% da Semep.
Hoje, essa vertical já responde por 20% da receita da companhia, que deve girar em torno de R$ 2 bilhões este ano.&nbsp;
Outros 30% da receita vem de outros serviços relacionados à mineração, como geotecnia e a montagem das fábricas para as mineradoras; enquanto 10% vem de inspeções e 40% de aluguel de andaimes e serviços industriais relacionados aos andaimes.
A Priner vale R$ 1,2 bilhão na Bolsa, com sua ação subindo 37% nos últimos doze meses. Nos últimos cinco dias, o papel disparou quase 13%, seguindo o rali generalizado do mercado.
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    </item>
    <item>
      <title>A oportunidade imperdível dos donos da Equipav na Argentina</title>
      <guid isPermaLink="false">/cePXLgHnxf at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/a-oportunidade-imperdivel-dos-donos-da-equipav-na-argentina</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Saneamento]]></category>
      <category><![CDATA[Argentina]]></category>
      <category><![CDATA[Aegea]]></category>
      <category><![CDATA[Estratégia corporativa]]></category>
      <category><![CDATA[Infra Journal]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Luciano Costa]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[Num momento em que os leilões de saneamento têm dado vazio no Brasil, os donos da Equipav, a fundadora da Aegea, decidiram buscar retornos maiores… na Argentina. A Arcos – um veículo das famílias Toledo e Vettorazzo –&nbsp; faz parte do consórcio que venceu ontem a disputa pela AySA, a empresa de águas e saneamento de Buenos Aires.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[Num momento em que os leilões de saneamento têm dado vazio no Brasil, os donos da Equipav, a fundadora da Aegea, decidiram buscar retornos maiores… na Argentina.
A Arcos – um veículo das famílias Toledo e Vettorazzo –&nbsp; faz parte do consórcio que venceu ontem a disputa pela AySA, a empresa de águas e saneamento de Buenos Aires.
O grupo vitorioso é formado também pela Rowing, a companhia de engenharia, construção e infraestrutura do empresário argentino Walter Román; pela Transclor, a líder na indústria de cloro no país, cujo dono, Mauricio Filiberti, é conhecido como o “Rei do Cloro”; e pelo fundo holandês PHX.
Foi a maior privatização do Governo Javier Milei em termos de arrecadação para o Estado, levantando US$ 340,2 milhões por 90% da companhia – e uma oportunidade grande demais para ser ignorada pelos Toledo e Vettorazzo.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asSoePSi30IVsDliu.jpg" alt="" /></p>
A modelagem do leilão da AySA, desenhada pelo IFC, exigia a presença de um “operador técnico” em cada consórcio, e os brasileiros foram convidados pelos argentinos devido à sua experiência no setor, uma fonte próxima às conversas disse ao<a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong> Brazil Journal</strong></a>.&nbsp;
“Na Equipav e na Aegea, o foco hoje é melhorar a estrutura de capital, a alavancagem, os <em>ratings</em>. Então a primeira decisão deles foi não entrar como Aegea nem como Equipav Saneamento. Foi via Arcos, um veículo das famílias que não tem dívida.”
Além disso, para evitar uma alocação de capital imediata, a entrada foi negociada por meio de uma opção de compra de entre 15% e 25% de participação no consórcio, que tem dois anos para ser exercida.
Se ao final a escolha for por não exercer a opção e deixar a AySA, a Arcos receberá um pagamento pelos trabalhos técnicos prestados no período.
“Não é todo dia que surge uma oportunidade dessas, e ainda nesse formato. São dois anos para entender o mercado, entender como vai ser a dinâmica política da Argentina e tomar uma decisão,” disse a fonte.
Também há uma avaliação de que o valor de venda da AySA foi bastante competitivo na comparação com transações de saneamento no Brasil.
A Corsan, do Rio Grande do Sul, por exemplo, foi adquirida por Aegea, Perfin e Kinea por R$ 4,15 bilhões, e atende cerca de 6 mihões de pessoas. Ao câmbio atual, a AySA está saindo por R$ 1,7 bilhão – por uma base de 14 milhões de consumidores.
Além disso, a visão dos compradores é de que há muito “mato alto” para cortar na AySA depois de 20 anos de gestão estatal – a empresa surgiu da reestatização das operações da francesa Suez no Governo Nestor Kirchner.
O próprio vendedor do ativo, o Ministério da Economia da Argentina, descreveu a AySA como “um modelo de disfunção administrativa.”
“Entre 2006 e 2023, a empresa recebeu transferências do Tesouro Nacional superiores a US$ 13,4 bilhões, e no entanto um terço da área de concessão ainda não conta com acesso a água potável e esgoto; as perdas de água permanecem em 42%, a inadimplência subiu de 4% para 16% e os custos operacionais aumentaram 80%,” disse o Governo Milei num comunicado em que comemorou a privatização.
Os novos operadores terão como metas alcançar 75,3% de cobertura em água e 63,9% em esgoto até 2031; chegando a 90% e 75%, respectivamente, até o final da concessão, que é de 30 anos com possibilidade de renovação por mais 10.
Os novos donos da AySA também se comprometem com um “plano de ação” de US$ 2,89 bilhões entre 2027 e 2031, sendo US$ 1,13 bilhão em obras e o restante em manutenção, melhorias e operação.
“Apesar de a Argentina possuir um histórico de instabilidade regulatória, o marco regulatório da AySA foi reformulado recentemente, com a estruturação de um novo regime econômico-tarifário. Ela pode ser considerada um ativo particularmente atraente, inclusive pelo porte da operação,” disse o advogado Fernando Vernalha, do escritório especializado em infraestrutura Vernalha Pereira.&nbsp;
A Sabesp também chegou a avaliar o leilão na Argentina, embora não tenha avançado no processo.
Além da oferta vencedora, a AySA recebeu uma proposta de US$ 285 milhões de um consórcio liderado pelo Grupo Roggio, operador da Aguas Cordobesas, que tem negócios incluindo a operação do metrô de Buenos Aires.
De acordo com o <em>La Nación</em>, a estatal israelense Mekorot e o grupo japonês Marubeni estavam associados ao Roggio na disputa.
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    </item>
    <item>
      <title>Anduril agora vai fazer submarinos autônomos</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceMpbODG2s at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/anduril-agora-vai-fazer-submarinos-autonomos</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Defesa]]></category>
      <category><![CDATA[Anduril]]></category>
      <category><![CDATA[EUA]]></category>
      <category><![CDATA[Tecnologia & Internet]]></category>
      <category><![CDATA[Startups]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliano Guandalini]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A Anduril, a <em>defensetech</em> americana que projeta drones e equipamentos de defesa autônomos, agora vai entrar na produção de submarinos nucleares. A empresa conquistou um contrato do Pentágono e vai investir US$ 3,7 bilhões na construção de um estaleiro em Maryland.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A Anduril, a <em>defensetech</em> americana que projeta drones e equipamentos de defesa autônomos, agora vai entrar na produção de submarinos nucleares.
A empresa conquistou um contrato do Pentágono e vai investir US$ 3,7 bilhões na construção de um estaleiro em Maryland.
O complexo industrial ficará nas proximidades de Baltimore, deve entrar em atividade em 2030 e dará emprego a mais de 3.000 pessoas quando estiver funcionando a capacidade máxima.
O Presidente Donald Trump, que participou da apresentação do projeto, disse que a Anduril vai “construir a próxima geração de submarinos americanos, incluindo submarinos autônomos, torpedos e componentes críticos para os submarinos da classe Virginia – os maiores e mais silenciosos já construídos.”
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asT0cKGFlYr7wscN7.jpg" alt="" /></p>
Trump disse que os contribuintes americanos “vão receber uma participação de 40%” no estaleiro, mas não detalhou como será o envolvimento do setor público.
Segundo a <em>Bloomberg</em>, a empresa criará uma subsidiária para operar o estaleiro, e 40% do capital ficará com o Governo.
A Anduril conquistou um contrato da Marinha de até US$ 2,9 bilhões, com pagamentos diretamente vinculados aos resultados de produção.
“Essa estrutura contratual garante que a Anduril, e não o contribuinte, assuma a maior parte do risco de execução, alinhando incentivos para assegurar a produção de submarinos de alta qualidade dentro do prazo,” afirmou a empresa em um comunicado.
No total, somando as verbas públicas e privadas, serão aplicados <a href="https://www.anduril.com/news/anduril-u-s-navy-invest-usd6-6-billion-to-expand-america-s-submarine-industrial-base" target="_blank" rel=""><strong>US$ 6,6 bilhões no projeto</strong></a>.
O complexo, chamado de Arsenal-2, será construído onde no passado funcionou uma siderúrgica da Bethlehem Steel. O estaleiro foi concebido para ser um sistema de construção naval baseado em um software proprietário da Anduril, o ArsenalOS – uma plataforma que reúne fluxos de trabalho, projetos e controle de qualidade da execução.
Alguns dos componentes críticos dos submarinos da classe Virginia serão fabricados nas instalações da empresa em Orange County, na Califórnia, além dos que serão produzidos no Arsenal-2. A montagem final será feita pela General Dynamics Electric Boat e pela Huntington Ingalls Industries.
A Anduril foi fundada pelo<a href="https://braziljournal.com/anduril-a-empresa-de-defesa-da-era-da-ai/" target="_blank" rel=""> <strong>californiano Palmer Luckey</strong></a>, hoje com 34 anos, que já é considerado um dos visionários da indústria de defesa na era da AI.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/as0EYioPazoaFRdlD.jpg" alt="" /></p>
Fundada em 2017, a Anduril foi avaliada em US$ 61 bilhões em sua rodada de financiamento mais recente, fechada em maio. A captação foi liderada pelos fundos de <em>venture capital</em> Thrive Capital e Andreessen Horowitz.
Conhecida como a ‘startup predileta do Pentágono’ pela capacidade de automação de equipamentos bélicos e de defesa, a Anduril faturou US$ 2,2 bilhões em 2025 e, este ano, deve faturar o dobro.
Ao lado da SpaceX e da Palantir, a Anduril faz parte do novo time de empresas de tecnologia que vêm assumindo contratos relevantes nas Forças Armadas americanas.
Na semana passada, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que Elon Musk, Palmer Luckey e o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich vão liderar o <a href="https://media.defense.gov/2026/Sep/30/2004009287/-1/-1/1/COMMISSIONING-OF-PROJECT-MERIDIAN.PDF" target="_blank" rel=""><strong>Projeto Meridian</strong></a> – uma equipe dedicada “ao futuro da guerra”.
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    </item>
    <item>
      <title>Outfield e Ingresse querem R$ 500 mi para antecipar bilheterias do futebol</title>
      <guid isPermaLink="false">/cesn0OCcBS at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/outfield-e-ingresse-querem-r-500-mi-para-antecipar-bilheterias-do-futebol</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Esporte]]></category>
      <category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
      <category><![CDATA[Gestores]]></category>
      <category><![CDATA[Futebol]]></category>
      <description><![CDATA[A Outfield Ventures – uma gestora especializada em esportes – está captando um novo fundo de até R$ 500 milhões para antecipar os recebíveis de bilheteria e dos programas de sócio-torcedor dos clubes de futebol, injetando recursos importantes no caixa num momento em que o setor sofre com a proibição das <em>bets</em>.&nbsp; O novo fundo está sendo criado em parceria com a Ingresse, a ticketeira que opera as vendas de ingressos de 10 clubes da Série A, incluindo Grêmio, Botafogo, Fortaleza e Bahia.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A Outfield Ventures – uma gestora especializada em esportes – está captando um novo fundo de até R$ 500 milhões para antecipar os recebíveis de bilheteria e dos programas de sócio-torcedor dos clubes de futebol, injetando recursos importantes no caixa num momento em que o setor sofre com a proibição das <em>bets</em>.&nbsp;
O novo fundo está sendo criado em parceria com a Ingresse, a ticketeira que opera as vendas de ingressos de 10 clubes da Série A, incluindo Grêmio, Botafogo, Fortaleza e Bahia.
A Outfield já tem R$ 100 milhões em <em>commitments</em> de duas gestoras – uma independente e uma de um dos maiores bancos do Brasil – e de alguns <em>multifamily offices</em>.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asjW0YcL9OPNd9vde.jpg" alt="" /></p>
O objetivo é chegar a algo entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões nos próximos meses.
Este é o sexto fundo focado em futebol da Outfield. No ano passado, a gestora <a href="https://braziljournal.com/outfield-capta-r-100-milhoes-para-antecipar-recebiveis-do-futebol/" target="_blank" rel=""><strong>levantou R$ 100 milhões</strong></a> para o FIDC Futebol, que faz a antecipação de recebíveis de clubes, incluindo, além da bilheteria e sócio-torcedor, recebíveis de transmissão televisiva, de venda de jogadores e de patrocínios.
A Outfield tem também um FIDC apenas para antecipar recebíveis do São Paulo, outro do Corinthians, e dois veículos focados em <em>legal claims</em>.&nbsp;
“O FIDC Futebol está indo muito bem, mas entendemos que essa estratégia de bilheteria era grande demais e merecia um produto exclusivo para ela,” Felipe Araújo, o gestor de crédito da Outfield, disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.
O <em>timing</em> da tese parece favorável. “Como houve uma queda de receita muito grande dos clubes com a proibição das <em>bets</em>, as outras receitas se tornam ainda mais relevantes. E a bilheteria é uma receita crescente e que pode ser melhor trabalhada. Melhorando a experiência do cliente no jogo ou na compra, por exemplo, você consegue aumentar a bilheteria e também aumentar os números do sócio-torcedor.”
Felipe explica que o risco de crédito do fundo é baixo porque o dinheiro das vendas de ingresso transita pela plataforma da Ingresse e já cai direto no caixa do fundo – sem passar pela conta do clube.
A parceria com a Ingresse também permite ter uma visibilidade do histórico das vendas. “Conseguimos ver, por exemplo, que nos últimos 10 anos esse clube faturou uma média de R$ 50 milhões por ano com bilheteria, seja no topo da tabela, no fundo, ou caindo de divisão. Definimos o quanto podemos antecipar com base nisso.”
Inicialmente o fundo vai trabalhar apenas com os 10 clubes que já são parceiros da Ingresse. Com o tempo, a ideia é aumentar esse número de clientes da Ingresse – usando, inclusive, a antecipação como um argumento de venda.
Os contratos da Ingresse com os clubes têm duração de 5 a 10 anos, mas as operações do fundo têm prazo médio de 12 a 18 meses – possibilitando reciclar o capital ao longo da duração do contrato.
Felipe explica que é muito difícil fazer operações mais longas do que isso pelo risco que os clubes têm de sofrer rebaixamento – o que impacta diretamente nas receitas de bilheteria e sócio-torcedor.&nbsp;
Para a Ingresse, o fundo é uma evolução de um negócio que ela já vinha fazendo antes.&nbsp;
“Os clubes de futebol precisam constantemente de capital de giro e é muito comum eles buscarem essas parcerias com as empresas de bilheteria,” disse Gabriel Benarrós, o CEO da Ingresse. “Já fazíamos um pouco disso de forma artesanal, mas resolvemos buscar um produto financeiro mais profissional.”&nbsp;
Segundo ele, a Ingresse começou a fazer essas operações com capital próprio, depois levantou um FIDC generalista (que além de esporte, fazia antecipação para shows e eventos de entretenimento), e agora decidiu captar esse fundo só para futebol junto com a Outfield.
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    </item>
    <item>
      <title>O pai trouxe a Reebok. O filho quer ganhar o Brasil</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceAQ9PXLE3 at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:50:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/o-pai-trouxe-a-reebok-o-filho-quer-ganhar-o-brasil</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Wellness]]></category>
      <category><![CDATA[SmartFit]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Wesley Gonsalves]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[José Marfará está para o <em>fitness</em> brasileiro como Jane Fonda para o mercado americano na década de 1980. Enquanto a estrela de Hollywood ajudou a popularizar o VHS da Japan Victor Company (JVC) com suas fitas de treinamento aeróbico em casa, no Brasil Marfará foi um dos responsáveis por importar o conceito das academias americanas e popularizar as aulas de aeróbica.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[José Marfará está para o <em>fitness</em> brasileiro como Jane Fonda para o mercado americano na década de 1980.
Enquanto a estrela de Hollywood ajudou a popularizar o VHS da Japan Victor Company (JVC) com suas fitas de treinamento aeróbico em casa, no Brasil Marfará foi um dos responsáveis por importar o conceito das academias americanas e popularizar as aulas de aeróbica.
Quatro décadas depois de fundar a Runner – uma das primeiras academias de luxo de São Paulo – o empresário agora está trabalhando para expandir a vertical de academias da Reebok – a marca que pertence à americana Authentic Brands Group (ABG) e que Marfará trouxe para o Brasil no início dos anos 2000.
Nesta nova empreitada, seu filho Raffael Marfará está liderando o projeto de expansão da marca. Antes de se juntar ao pai no projeto, Raffael trabalhava na <em>healthtech</em> Axenya, da qual ainda é sócio.&nbsp;
Inicialmente, Raffael pretendia lançar uma bandeira própria de academias premium, mas o projeto acabou se transformando no veículo de expansão da Reebok.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/ass8FE5ilKB18odv4.jpg" alt="" /></p>
“Quando ele me mostrou, eu percebi que aquilo poderia ser, na verdade, o nosso projeto de expansão da marca Reebok no País – em uma versão menor, que se enquadra em outras capitais ou cidades do interior,” Marfará pai disse.
A relação de José Marfará com o mundo <em>fitness</em> começou no início da década de 1980, quando, aos 18 anos, ele se mudou para os Estados Unidos, inicialmente com o plano de se tornar piloto.
Marfará se matriculou em uma academia na Califórnia, e depois de uma aula de treinamento aeróbico se apaixonou pelo <em>fitness</em>. Ao voltar ao Brasil, abriu sua primeira academia: a Runner dos Jardins.
Uma reportagem de cinco minutos no Fantástico – em que Marfará aparecia por breves cinco segundos – foi o suficiente para lotar suas aulas de aeróbica.
Sem professores treinados no Brasil, era o próprio empresário quem subia ao palco para dar as aulas.
Com a explosão da demanda, Marfará decidiu se aposentar dos palcos e seguir de vez pelo caminho do empreendedorismo. Expandiu a Runner e, anos mais tarde, vendeu sua participação aos demais sócios.
Em 2000, numa viagem à Europa para conhecer equipamentos de academia, visitou em Madri um projeto da Reebok. A viagem abriu as portas para uma relação com a marca que já dura mais de duas décadas.
Agora, ele assinou um novo contrato de 20 anos que lhe dá o direito de desenvolver a marca Reebok em todo o território nacional.
A Reebok Sports Club tem duas unidades em São Paulo – uma na Vila Olímpia, dentro do Continental Square Faria Lima, e outra no Shopping Cidade Jardim – ambas com mais de 5 mil metros quadrados. São uma espécie de <em>flagship</em> da operação.
O problema é que um clube desse tamanho é caro e complexo demais para ganhar escala.
A solução proposta por Raffael foi criar uma segunda bandeira boutique: a Reebok Gym. “É uma academia premium, com entrega consistente, mas mais acessível,” disse Raffael.&nbsp;
A Reebok Gym terá entre 1,3 mil e 1,6 mil metros quadrados, incluindo 600 metros quadrados de musculação, salas para aulas coletivas e bike, além de vestiários, lounge e estacionamento. Dependendo da praça, a unidade poderá ter ainda Pilates ou aulas de luta.
Enquanto o tíquete das Sports Club em São Paulo gira em torno de R$ 1 mil, a mensalidade da Reebok Gym deve ficar entre R$ 400 e R$ 550, dependendo da praça e do custo do investimento.
A aposta é disputar o espaço entre as redes <em>low cost</em>, que popularizaram o acesso às academias, de olho nos consumidores dispostos a desembolsar mais pelo serviço premium.&nbsp;
Dados da Health &amp; Fitness Association apontam que o mercado brasileiro tem 14,7 milhões de usuários de academias e centros de treinamento, menos de 7% da população.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asNHlgV6SDcm8BZcI.jpg" alt="" /></p>
Nos Estados Unidos, maior mercado de <em>fitness</em> do mundo, são 81 milhões de usuários, cerca de 23% da população.
Na conta dos Marfará, capturar apenas 1% dos usuários brasileiros representaria um mercado de 147 mil clientes.
Para atrair parte desse público, a Reebok Gym pretende se diferenciar das grandes redes pelo serviço e pela experiência, com atenção especial às aulas em grupo e à presença de professores.
A expansão será feita por licenciamento, e não por franquias. A estrutura permite que os parceiros locais façam o investimento e operem as unidades, enquanto os Marfará ficam com participações minoritárias, entre 5% e 33%, além de direitos de veto sobre determinadas decisões.
“Meu único objetivo de ser sócio é ter o controle da entrega da qualidade,” Marfará disse. “A gente dá tudo que o cara precisa, mas jamais vai botar a mão lá e operar.”
Na primeira etapa da expansão serão dez unidades, em diferentes regiões do País. “Quero fazer uma aqui, uma lá, outra lá. Eu vou sentir o interior, eu vou sentir a praia, eu vou sentir o Nordeste,” disse José.
O investimento estimado por unidade é de cerca de R$ 7,5 milhões, com <em>payback</em> projetado entre 24 e 36 meses, dependendo do <em>ramp-up</em>. O modelo prevê que cada loja tenha cerca de 250 alunos na abertura, e&nbsp; 1.400 clientes na maturidade.&nbsp;
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      <title>Com fiscal frágil e populismo avançando, a França está com cara de Grécia  </title>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 22:06:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/com-fiscal-fragil-e-populismo-avancando-a-franca-esta-com-cara-de-grecia</link>
      <category><![CDATA[Economia]]></category>
      <category><![CDATA[Economia]]></category>
      <category><![CDATA[França]]></category>
      <category><![CDATA[Europa]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliano Guandalini]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A França, mais uma vez, parece prestes a explodir. A sete meses de uma eleição que pode enterrar o Governo Emmanuel Macron e dar vitória à direitista Marine Le Pen, o país enfrenta uma disparada dos juros da sua dívida pública, enquanto milhares de estudantes protestam contra a decadência do ensino público.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A França, mais uma vez, parece prestes a explodir.
A sete meses de uma eleição que pode enterrar o Governo Emmanuel Macron e dar vitória à direitista Marine Le Pen, o país enfrenta uma disparada dos juros da sua dívida pública, enquanto milhares de estudantes protestam contra a decadência do ensino público.
No Élysée desde 2017, Macron fez reformas para atrair investimentos privados e dar mais flexibilidade às regras trabalhistas. Mas o crescimento do PIB permanece lento, ao passo que a dívida pública continuou avançando – e hoje se aproxima de 120% do PIB.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/asjArBFtGc90HofgQ.jpg" alt="" /></p>
A combinação de incerteza eleitoral e fragilidade fiscal bateu nos juros da dívida pública. Em um ciclo de abertura dos <em>spreads</em> ao redor do mundo, os países mais vulneráveis são os mais castigados – e dessa vez a França está em uma situação política e econômica pior do que a dos países do sul europeu.
Os <em>yields</em> dos títulos de 10 anos da França subiram a 5%, o maior patamar desde 2002 – e acima do pago hoje pelos títulos da Grécia, atualmente em 4,4%.
O Tesouro francês tem mais de US$ 1 trilhão em dívidas vencendo até 2030 e, no próximo ano, planeja vender um volume recorde de cerca de US$ 380 bilhões em títulos, segundo o <em>Wall Street Journal.</em>
“A França tem sido um <em>free rider </em>na Europa há anos. O país vinha escapando impune de seus abusos fiscais evidentes,” disse ao <em>Journal </em>um gestor da Carmignac, uma grande gestora francesa. “A estratégia funcionou enquanto ninguém percebia. Agora, as pessoas começaram a notar.”
Macron, com seu passado de <em>investment banker </em>e discurso reformista<em>,</em> era até certo ponto uma âncora de credibilidade. Agora, com a eleição de maio se aproximando e a probabilidade cada vez maior de populistas saírem vitoriosos, os investidores internacionais estão se distanciando dos títulos franceses.
Tanto Le Pen quanto o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon estão pressionando publicamente pela intervenção do Banque de France e do Banco Central Europeu para controlar a escalada dos juros. Mélenchon disse que, se eleito, vai processar o presidente do BC francês por traição.
O economista Paul Krugman, grande estudioso das crises internacionais, disse que a França segue uma trajetória fiscalmente insustentável.
“A dívida já é muito elevada em relação ao PIB, e o Governo francês continua a aumentá-la ao registrar grandes déficits orçamentários, mesmo na ausência de emergências – como guerras, recessões severas ou pandemias – que justifiquem tais déficits,” Krugman comentou em seu Substack.
“Além disso, a França possui uma população em processo de envelhecimento. Mantidas as demais condições, os custos com previdência crescerão muito mais rapidamente que as receitas,” resumiu o economista.
Krugman citou que a idade mínima de aposentadoria dos franceses, de 62 anos, é generosa na comparação com países como Dinamarca e EUA, nos quais a idade mínima é 67. Macron fez uma reforma recentemente, com aumento gradual para 64 – mas agora os candidatos oposicionistas falam em voltar atrás nessa nova regra.
“Não é preciso ser conservador para considerar insustentável o sistema de aposentadoria precoce da França, especialmente se levarmos em conta que a expectativa de vida dos franceses aos 65 anos é de cerca de 87 anos – dois anos a mais do que nos EUA,” escreveu Krugman.
Ainda segundo o economista, a pressão fiscal decorrente deste generoso sistema público de previdência levou a cortes em outras áreas de gastos, notadamente na educação.
“Na prática, a França está concedendo vultosos subsídios aos franceses mais velhos em detrimento de todo o restante da população,” disse Krugman. “Não surpreende, portanto, a ocorrência de manifestações estudantis em massa por todo o país.”
Na tentativa de aplacar a ansiedade dos investidores, Le Pen, do Rassemblement National (Reunião Nacional) apresentou esta semana as linhas gerais de seu programa para enfrentar o desequilíbrio fiscal, prometendo cortar € 136 bilhões do déficit anual e reduzir os gastos públicos para menos de 50% do PIB.
As propostas, ainda vagas e centradas no combate a desperdícios, não convenceram.
“Várias medidas carecem de uma base ou mecanismo claramente definido, ou dependem de alterações legais e acordos internacionais,” disse o ING em relatório.
Le Pen espera que a racionalização da máquina pública gere € 28 bilhões a partir de 2027, mas, segundo o ING, o fechamento de órgãos públicos, a reorganização de departamentos e a redução de pessoal demandam tempo e envolvem custos de transição.
Uma proposta complicada de levar adiante seria a redução na contribuição da França para o orçamento da União Europeia – mas é algo que não poderia ser decidido unilateralmente. “Alterar o sistema de recursos da UE exigiria acordo unânime e a ratificação por todos os países-membros,” disse o banco holandês.
Segundo a Goldman Sachs, seu modelo proprietário de análises de pesquisas eleitorais coloca Le Pen como favorita para vencer a eleição presidencial, e aponta o Rassemblement National com chances de conquistar a maioria parlamentar.
A respeito das propostas, o banco disse que o cronograma e os detalhes do ajuste enfrentarão desafios significativos de implementação – e questionou a viabilidade de diversas iniciativas apresentadas.
“Não levam em conta diversas lições extraídas de experiências anteriores na elaboração de regras fiscais,” disse a Goldman.
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      <title>Scanntech fecha rodada de US$ 180 milhões; Warburg faz saída parcial</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 02:33:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/exclusivo-scanntech-fecha-rodada-de-us-180-milhoes-warburg-faz-saida-parcial</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Private Equity]]></category>
      <category><![CDATA[Tecnologia & Internet]]></category>
      <category><![CDATA[Scanntech]]></category>
      <category><![CDATA[L Catterton]]></category>
      <category><![CDATA[Bradesco]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[André Jankavski]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A L Catterton está liderando um investimento de cerca de US$ 180 milhões na Scanntech – uma empresa de tecnologia que monitora em tempo real as vendas dos supermercados – fontes próximas à negociação disseram ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>. A rodada também inclui investimentos do Partners Group e do Bradesco.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A L Catterton está liderando um investimento de cerca de US$ 180 milhões na Scanntech – uma empresa de tecnologia que monitora em tempo real as vendas dos supermercados – fontes próximas à negociação disseram ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.
A rodada também inclui investimentos do Partners Group e do Bradesco.
O <em>deal</em> foi assinado nesta quinta-feira, após praticamente um ano de negociações.
A operação combina a venda de participações de acionistas atuais com uma injeção de capital na empresa, numa divisão próxima de 50/50 entre primária e secundária.
O investimento – a um <em>valuation</em> de cerca de 5,5x a receita anual – deve dar aos novos acionistas uma fatia próxima de 30% da Scanntech.
A transação marca uma realização parcial da Warburg Pincus, que investiu US$ 40 milhões na companhia em 2023 e agora está vendendo parte de sua posição.
“A Warburg decidiu devolver um pouco do capital e renovou a aposta para surfar o <em>upside </em>por mais tempo,” disse uma fonte.
Ao longo do último ano, fundos globais de <em>private equity</em> como General Atlantic, GIC e Advent também engajaram no processo.&nbsp;
O cheque chama a atenção pelo momento do mercado. Com a escassez de IPOs e as dificuldades de saída dos investimentos em tecnologia, os fundos têm sido mais seletivos ao colocar dinheiro no setor.
No caso da Scanntech, a combinação de crescimento e rentabilidade, além da perspectiva de uma venda estratégica ou abertura de capital no futuro, ajudou a atrair os investidores.
A companhia vem crescendo a uma taxa anual na casa dos 30% – um ritmo ainda elevado, mas inferior ao registrado em anos anteriores.
Parte dos novos recursos será destinada à expansão internacional da Scanntech, que além do Brasil já atua no México e na Colômbia e pretende entrar em novos mercados a partir do ano que vem.&nbsp;
A empresa avalia oportunidades em outros países da América Latina, mas também considera expandir sua presença para fora da região.
O fundador Raúl Polakof continuará à frente da companhia.
A Scanntech processa mais de R$ 1 trilhão em vendas do varejo por ano, capturando as transações realizadas nos caixas dos supermercados e transformando essas informações em inteligência comercial para indústrias e varejistas.
A tecnologia permite acompanhar o chamado <em>sell-out</em> – as vendas efetivamente realizadas aos consumidores – e oferece dados detalhados sobre preços, volumes vendidos, participação de mercado e desempenho de promoções.
Essas informações ajudam grandes fabricantes de alimentos, bebidas e produtos de higiene, além dos próprios supermercados, a definir preços, estoques e estratégias comerciais.
A história da Scanntech começou no Uruguai em 1992, quando os empreendedores Raúl Polakof, Benny Szylkowski e Soledad Fernández desenvolveram um software que permitia transformar computadores em caixas registradoras para pequenos comerciantes.
A partir dessa tecnologia, os fundadores criaram uma rede que permitia aos mercadinhos oferecer serviços financeiros e promoções, até então uma prática somente das grandes redes. A empresa chegou ao Brasil em 2013, e o País se tornou seu principal mercado.&nbsp;
O modelo atraiu a atenção da Sequoia Capital, que fez na Scanntech seu primeiro investimento na América Latina, aportando US$ 10 milhões em 2011. A gestora voltou a investir na companhia em 2014 e de lá pra cá já vendeu sua participação.
Outro investidor histórico é a Hindiana, o veículo de investimentos de Alfredo Villela, que entrou no capital da empresa antes da Warburg e continuará como acionista após a transação de hoje.
O JP Morgan assessorou a Scanntech.
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    <item>
      <title>Starbucks estudou comprar o Chipotle, a ex-empresa de seu CEO</title>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 18:28:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/starbucks-estudou-comprar-o-chipotle-a-ex-empresa-de-seu-ceo</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Varejo & Consumo]]></category>
      <category><![CDATA[Estratégia corporativa]]></category>
      <category><![CDATA[Chipotle Mexican Grill]]></category>
      <category><![CDATA[Starbucks]]></category>
      <category><![CDATA[EUA]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Matheus Prado]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[A Starbucks trabalhou numa proposta para adquirir a Chipotle, no que seria o maior M&amp;A da história do setor de restaurantes, criando uma empresa que vende US$ 50 bilhões/ano, disse o <em>Financial Times</em>.&nbsp; O <em>FT</em> não conseguiu apurar o status da operação nem se a oferta foi oficializada, mas as empresas têm algo em comum.]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[A Starbucks trabalhou numa proposta para adquirir a Chipotle, no que seria o maior M&amp;A da história do setor de restaurantes, criando uma empresa que vende US$ 50 bilhões/ano, disse o <em>Financial Times</em>.&nbsp;
O <em>FT</em> não conseguiu apurar o status da operação nem se a oferta foi oficializada, mas as empresas têm algo em comum.
<p><img src="https://codex-braziljournal.codexcdn.net/assets/aspyDdwB5YgsRU5ui.jpg" alt="" /></p>
Brian Niccol – o CEO da Starbucks desde 2024 e responsável pelo plano de <em>turnaround</em> da empresa – foi CEO da Chipotle durante os seis anos anteriores. Desde que ele deixou a empresa ‘mexicana’, as ações despencaram 50% do <em>all-time high</em>.
A ação da Chipotle sobe 6,3% na Bolsa de Nova York depois da notícia. O papel da Starbucks cai 2,3%.
Os olhos dos investidores da Chipotle brilham porque Brian Niccol geriu bem a última crise de segurança alimentar da empresa. E a empresa está em crise novamente.
A ação da Chipotle cai 20% em um ano depois de servir um lote de <a href="https://braziljournal.com/na-chipotle-quem-pediu-jalapeno-levou-salmonella/" target="_blank" rel=""><strong>jalapeños com salmonela</strong></a> em vários estados americanos. Niccol pode voltar e salvar a pátria outra vez – foi CEO da Chipotle entre 2018 e 2024, antes Taco Bell, Yum! e MBA na Chicago Booth.
Mas o investidor da Starbucks não acredita que o executivo vai conseguir administrar dois <em>turnarounds</em> ao mesmo tempo, já que está implementando um na rede de cafés agora mesmo.
Quando Niccol se tornou CEO, a ação do Starbucks subiu 24% porque ele mostrou ter um plano e controlou as pressões do fundo ativista da Elliott Management, que pedia a venda dos negócios.
A estratégia de Niccol, batizada de “Back to Starbucks”, previa o fechamento de lojas, mais baristas, novos itens no cardápio, agilização do atendimento e reforma de cafeterias – e já resultou no crescimento das vendas nas mesmas lojas. Negócios de marketing e expansão também ganharam destaque na pirâmide da empresa.&nbsp;
A Starbucks possui 41 mil lojas próprias e franqueadas, 40% delas nos EUA. A grande maioria dos 4,2 mil restaurantes da Chipotle está nos EUA.
A Starbucks vale US$ 103 bilhões na Bolsa. A Chipotle vale US$ 41 bilhões.
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    <item>
      <title>O rali das small caps</title>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 14:32:00 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/o-rali-das-small-caps</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Wealth Journal]]></category>
      <category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
      <category><![CDATA[Investimentos]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Giuliana Napolitano]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[No rali desta semana, 18 ações subiram mais de 20% em três pregões. Dessas, 17 estão no índice de <em>small caps</em> – a exceção é a Localiza, que valorizou 20,5% no período&nbsp; – e apenas sete fazem parte do Ibovespa (e com pesos reduzidos). Depois de subir 7,7% na segunda-feira, o Ibovespa caiu 1,3% nos dois pregões seguintes – e opera em alta de 0,6% por volta das 11h, num dia complicado no exterior, com petróleo subindo e bolsas em queda.&nbsp;]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[No rali desta semana, 18 ações subiram mais de 20% em três pregões. Dessas, 17 estão no índice de <em>small caps</em> – a exceção é a Localiza, que valorizou 20,5% no período&nbsp; – e apenas sete fazem parte do Ibovespa (e com pesos reduzidos).
Depois de subir 7,7% na segunda-feira, o Ibovespa caiu 1,3% nos dois pregões seguintes – e opera em alta de 0,6% por volta das 11h, num dia complicado no exterior, com petróleo subindo e bolsas em queda.&nbsp;
Já o índice de <em>small caps</em> subiu 12% entre segunda e quarta – e avança mais 1% hoje.
“Muitos olham o Ibovespa e acreditam que o movimento de segunda parou nos dias seguintes, mas não foi o que se viu no restante do mercado,” Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, disse ao <a href="https://www.instagram.com/braziljournal/" target="_blank" rel=""><strong>Brazil Journal</strong></a>.&nbsp;
Geralmente, os ralis começam com as <em>large caps</em> subindo primeiro, e as ações de empresas menores – menos líquidas e usualmente mais voláteis – valorizam depois.
Mas, dessa vez, o que move o mercado é a possibilidade de uma queda maior da Selic do que a precificada até antes do primeiro turno. Taxas menores beneficiam mais as empresas voltadas para a economia doméstica e sensíveis a juros – e boa parte delas são <em>small caps</em>.&nbsp;
A concretização desse cenário depende de um ajuste fiscal crível, mas muitos gestores estão antecipando o <em>trade</em> e comprando papéis que estavam largados há anos.&nbsp;
No acumulado dos três últimos pregões, as ações que mais subiram foram Quero-Quero, com alta de 47%, Movida (33%), Ecorodovias (31%), Pague Menos (31%), Simpar (28%), Vamos (27%) e Grupo SBF (26%), segundo um levantamento da consultoria Elos Ayta.
O fluxo para as <em>small caps</em> começa a vir de todo lado, resumiu um gestor, mas principalmente de fundos locais que estão investindo o caixa, fazendo a rotação de <em>large caps</em> para empresas menores e recebendo algum recurso de fora (algo ainda tímido).
“Esse movimento tem um teto porque depende de quanto o gestor consegue mexer na carteira. O ingresso de recursos nos fundos de ações ainda deve demorar,” disse Ferreira.&nbsp;
Segundo ele, os investidores estrangeiros também compraram cestas de ações de empresas voltadas para a economia doméstica nos últimos dias – mas de forma limitada em razão da baixa liquidez desses papéis.
Os estrangeiros entraram em peso na B3 na segunda-feira – quando o fluxo externo chegou a R$ 10 bilhões, recorde histórico para um dia –, comprando principalmente as ações mais negociadas via índices, o que levou o Ibovespa a subir 7,7%.&nbsp;
Na terça – último dia com dados disponíveis –, esse fluxo caiu para R$ 1 bilhão.&nbsp;
“O gringo falava que não faria nada até o resultado da eleição, mas fez tudo o que queria no primeiro dia logo depois do primeiro turno. Comprou meio sem critério, e outros aproveitaram para vender o que já estava meio caro,” disse outro gestor.
Na segunda-feira, papéis que já estavam nas máximas históricas valorizaram mais que o índice, caso do BTG Pactual (+23%), B3 (+ 22%) e Itaú (+10%). De lá para cá, devolveram parte dos ganhos.
Entre as ações que caíram nesta semana, estão as de empresas de commodities e exportadoras que sofrem com um câmbio mais valorizado – como a Embraer (-9%), a Suzano (-5%) e a Vale (-5%).
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    <item>
      <title>Vida fora da Terra? Telescópio capta ondas de rádio de outra galáxia</title>
      <guid isPermaLink="false">/ceBSuTnIoY at https://braziljournal.com</guid>
      <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 18:39:26 +0000</pubDate>
      <link>https://braziljournal.com/vida-fora-da-terra-telescopio-capta-ondas-de-radio-de-outra-galaxia</link>
      <category><![CDATA[Negócios]]></category>
      <category><![CDATA[Space Economy]]></category>
      <dc:creator><![CDATA[Pedro Borg]]></dc:creator>
      <description><![CDATA[<p><span>Ainda não se sabe se há vida fora da Terra, mas descobertas recentes podem ser um indício de que não estamos sozinhos no Universo.</span></p> <p><span>Um telescópio na África do Sul conseguiu captar ondas de rádio vindas de um planeta a 63 anos-luz de distância da Terra, segundo o </span><em><span>New York Times</span></em><span>.</span></p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><span>Ainda não se sabe se há vida fora da Terra, mas descobertas recentes podem ser um indício de que não estamos sozinhos no Universo.</span></p>
<p><span>Um telescópio na África do Sul conseguiu captar ondas de rádio vindas de um planeta a 63 anos-luz de distância da Terra, segundo o </span><em><span>New York Times</span></em><span>.</span></p>
<p><span>Pesquisadores acreditam que o sinal foi enviado do planeta Beta Pictoris b através de uma aurora formada por um campo magnético ao redor do corpo celeste – uma teoria que, se confirmada, marca a primeira vez que um campo magnético é encontrado em um planeta fora do Sistema Solar.</span></p>
<p><span>Campos magnéticos são importantes para as pesquisas sobre se há vida fora da terra porque eles protegem a atmosfera de um planeta e mantêm estáveis as condições de vida lá. Sem o nosso campo magnético, por exemplo, a superfície da Terra seria varrida pela radiação do Sol.</span></p>
<p><span>O estudo foi publicado em setembro numa plataforma aberta de pesquisas científicas e ainda não passou pelo processo de </span><em><span>peer review</span></em><span>.</span></p>
<p><span>A descoberta ocorreu no final de 2025 e início de 2026, quando Kevin Ortiz Ceballos, um estudante do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, e seus colegas começaram a procurar sinais de rádio utilizando as 64 antenas do MeerKAT, um dos radiotelescópios mais avançados do mundo.&nbsp;</span></p>
<p><span>Durante as observações, notaram algo diferente no planeta Beta Pictoris b. Para melhor observar, pediram ajuda à equipe na África do Sul para direcionar as antenas e viram que o planeta tem uma “atividade magnética muito forte,” segundo Ceballos.</span></p>
<p><span>Com a antena apontada pelo planeta, o próximo passo é esclarecer se os sinais vêm mesmo do campo magnético, e depois descobrir o nível de “habitabilidade” do planeta.</span></p>
<p><span>Os astrônomos também estão interessados em descobrir mais sobre os campos magnéticos porque eles permitem estudar o interior de planetas distantes de uma forma única. Esses campos normalmente são gerados pela rotação do núcleo do planeta, então é provável que algo semelhante esteja acontecendo dentro do Beta Pictoris b.</span></p>
]]></content:encoded>
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